75% dos brasileiros defendem regras iguais para
aposentados privados, servidores públicos e militares 

Reforma da Previdência não acaba com diferenças em regras e valores de benefícios

Mariana Londres, do R7, em Brasília

Aposentadoria dos militares ficou de fora da reforma Ag. O Dia

A grande maioria dos brasileiros, 75%, defendem regras iguais de aposentadoria para trabalhadores da iniciativa privada e autônomos, servidores públicos e militares, de acordo com pesquisa de opinião feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (17). Já 18,4% dos entrevistados acham que algumas categorias devem ter regras diferentes. 6% não sabem ou não responderam. 

O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais com 2.020 pessoas maiores de 16 anos em 146 municípios de 26 Estados e Distrito Federal entre os dias 12 e 15 de fevereiro de 2017. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro de 3,5 pontos percentuais para a Região Sudeste, 4,5 pontos para o Nordeste e 6 pontos percentuais para as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul.

No Brasil, as regras de aposentadoria entre servidores públicos, militares e trabalhadores da iniciativa privada e autônomos são bem diferentes, tanto em relação às contribuições quanto em relação aos benefícios (benefícios dos militares e servidores públicos são cerca de sete vezes maiores do que da iniciativa privada).

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A Reforma da Previdência que está em discussão no Congresso Nacional propõe mudanças, mas as regras continuam mais rígidas para os trabalhadores da iniciativa privada, quase 100 milhões de brasileiros que, por exemplo terão que contribuir por 49 anos para se aposentar com benefício integral. Apenas servidores públicos que entraram no serviço público em 2013, há apenas 4 anos, terão as mesmas regras do trabalhador privado. Além disso, os militares ficaram de fora da Reforma da Previdência e por enquanto terão as regras mantidas. 

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Por região e escolaridade

Pelas regiões do País, a região sul registrou o maior desejo por igualdade, com 77,7% de entrevistados a favor de regras iguais para todos. No Nordeste 72,% defendem regras iguais ante 20% que acreditam que deve haver regras especiais para algumas categorias. Já por escolaridade, 77% dos  menos escolarizados defederam regras iguais. Entre os entrevistados com ensino superior o índice foi para 72%.

Por sexo e idade

Entre homens e mulheres ouvidos na pesquisa, os homens defendem uma maior paridade entre as aposentadorias, com 78% ante 71% das mulheres. Por faixa etária, os entrevistados entre 45 e 59 anos, os que estão portanto mais perto da aposentadoria, quase 80% defendem regras iguais. 

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