Brasil

21/11/2012 às 19h24 (Atualizado em 21/11/2012 às 19h55)

Brasil terá polícia especializada no combate ao desmatamento

Região amazônica será foco principal dos agentes de fiscalização

EFE

Amazônia brasileira perdeu em agosto 522 quilômetros quadrados de floresta Jonne Roriz/26-10-2005/Estadão Conteúdo

O Brasil contará com um novo organismo policial formado por agentes especializados no combate aos crimes ambientais que terá como principal tarefa a defesa da Amazônia. 

 

De acordo com um porta-voz do Ministério do Meio Ambiente, que vai coordenar as ações deste novo grupo em conjunto com o Ministério da Defesa, a Polícia Federal e outros organismos, este "é mais um passo para garantir o cumprimento das metas de proteção ambiental traçadas pelo governo". 

A fonte explicou que o número de agentes que serão destinados a estas tarefas será definido por esses organismos e a sua principal área de atuação será a região amazônica, onde ocorre a maioria dos casos de agressões ao meio ambiente.

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O Ministério do Meio Ambiente pretende tornar a fiscalização permanente nessa enorme região, inclusive durante os períodos de chuva, reforçando as ações empreendidas pelo governo há mais de uma década para preservar o chamado "pulmão do planeta".  A Amazônia é vigiada por meio de um sistema de satélites que estabelece os índices de desmatamento e identifica as regiões em que esse problema é mais acentuado, mas os organismos de controle não contam atualmente com pessoal necessário para responder imediatamente contra os crimes ambientais. 

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O porta-voz do Ministério do Meio Ambiente disse que "esta polícia dará uma resposta muito mais rápida e efetiva". Segundo dados oficiais, a Amazônia brasileira perdeu em agosto 522,24 quilômetros quadrados de florestas, mostrando que o desmatamento triplicou em relação ao mesmo período do ano passado. 

Embora o desmatamento na região amazônica tenha diminuído de forma "consistente" desde 2004, tanto o governo como os grupos ambientalistas coincidem em afirmar que ainda é muito alto.

A queda desses índices é considerada "fundamental" pelo governo para alcançar a meta de redução das emissões de gases poluentes do país (entre 36% e 38% para 2020) com a qual se comprometeu de forma voluntária durante a Cúpula sobre a Mudança Climática realizada em Copenhague em 2009.

 

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