No foco do debate nacional, apontado como potencial candidato a presidente da República em 2014, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, afirmou nesta sexta-feira (1) que não se sente pressionado a definir uma eventual candidatura.
— O relógio do PSB trabalha no fuso horário do PSB. Não vamos trabalhar com o relógio dos outros, com o tempo dos outros e nem fazer o jogo dos outros. Vamos fazer o jogo do Brasil e o jogo do PSB. Nosso jogo é muito claro.
Campos não escondeu sua meta de fortalecimento e protagonismo do partido no Brasil.
— Não vamos atropelar ninguém, mas também jamais seremos atropelados. Quem imaginar que o PSB vai renunciar ao projeto de ser um grande partido neste País está redondamente enganado.
Segundo ele, o PSB vai fazer seminários para "pensar o futuro e ajudar o Brasil a debater exatamente aquilo que interessa à vida brasileira". Campos reafirmou sua tese de que 2013 "não é ano de se montar palanques, mas de se montar canteiro de obras, de se animar a economia, de se unir o País".
Indagado se o ex-presidente Lula errou ao lançar a candidatura da presidente Dilma à reeleição, antecipando o debate sucessório, disse respeitar quem pensa diferente, mas alertou para o perigo dessa discussão antes do tempo.
— Nunca vi quem está no governo, sobretudo quem está no governo com situação de dificuldade, antecipar o calendário eleitoral. Nunca vi isto dar certo.
Alinhado com Dilma
O governador garantiu que o diálogo do PSB com o governo federal, de quem é aliado, se mantém da mesma forma de sempre, refreando especulações de uma possível ruptura do seu partido com o governo federal.
— Tivemos, repito, um 2011 pior que 2010, um 2012 pior que 2011 e ainda não terminamos o ano de 2012 porque não votamos o orçamento nem as regras da principal fonte de financiamento dos estados brasileiros, que é o Fundo de Participação.
Ao lembrar que a legenda está ajudando a presidente, tendo sido apontada com a bancada que mais votou alinhada com o governo federal, ele garantiu que a presidente Dilma "sabe exatamente o que o PSB está pensando".
— Temos muito respeito pela presidente, pela sua história, pela relação que temos, pela fraternidade que temos, ela sabe o que pensamos, o que o PSB pensa, ela sabe o que pode acontecer em 2014.

