Condenado a nove anos e quatro meses de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) quer voltar a estudar Direito justamente na faculdade do ministro do Supremo Gilmar Mendes, um de seus algozes no processo do mensalão. Gilmar é sócio-proprietário e professor do IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), desde 1998, e João Paulo está interessado em se matricular lá.
— Fiz uma consulta ao IDP.
O deputado fez a declaração à reportagem, revelando o interesse em voltar aos bancos escolares se conseguir reverter sua punição do regime fechado para o semiaberto.
Gilmar também é coordenador pedagógico da faculdade, que tem em seu corpo docente Teori Zavascki, o último ministro do STF nomeado pela presidente Dilma Rousseff. Teori não participou do julgamento do mensalão.
Barbosa diz que é dever do MP investigar participação de Lula
Barbosa: de saída da Câmara, Maia não terá que cassar deputados
Com o voto de Gilmar, o Supremo condenou João Paulo, ex-presidente da Câmara, e outros dois deputados — Valdemar Costa Neto, do PR, e Pedro Henry, do PP — à perda automática de mandato. Para piorar a situação, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu nesta quarta-feira (19) ao STF a prisão imediata dos réus condenados no mensalão, caso de João Paulo e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, entre outros.
Barbosa afasta possibilidade de Câmara “abrigar” deputados
A decisão sobre o pedido de Gurgel será anunciada nesta sexta-feira (21) pelo presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, mas João Paulo tenta desviar do assunto. Faz planos para o futuro e diz acreditar na revisão da pena. Sem saber o seu destino, quer se matricular ao mesmo tempo em duas faculdades de Direito, uma em Brasília e outra em São Paulo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

