Brasil

10/4/2013 às 16h07 (Atualizado em 10/4/2013 às 16h24)

Deputados contrários a Feliciano tentam obstruir sessão da Comissão de Direitos Humanos

Parlamentares questionam por que uma das portas do plenário está trancada

Carolina Martins, do R7, em Brasília

Após trocar o local da reunião da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias) e proibir a entrada de manifestantes no plenário, o deputado Marco Feliciano (PSC-SP), enfrenta obstrução dos deputados que compõe a comissão, mas se posicionam contra o presidente do colegiado.

Assim que Feliciano reabriu a sessão, sem a presença de protestos, a deputada Erika Kokay (PT-DF) pediu a palavra pra contestar o fato de reunião ser fechada. Segundo ela, há uma orientação da presidência da Câmara para que as sessões fossem abertas e acusou Feliciano de ferir a democracia.

— Eu não reconheço a presidência dessa comissão. Por várias vezes eu pedi a palavra enquanto a reunião estava sendo realizada em outro plenário e não fui atendida. Há um poder discricionário que fere de morte a democracia.

A deputada Erika falou como vice-líder do PT e fez questão de pedir a leitura da ata da reunião anterior e discutir o documento. A estratégia é atrasar os trabalhos, uma vez que é de praxe deputados dispensarem a leitura e aprovarem a ata sem discussões, somente para cumprir a formalidade.

Deputados que apoiam Feliciano se manifestaram contra Erika Kokay, classificando como falta de respeito o fato da deputada não reconhecer a presidência. Por alguns momentos houve bate-boca e Erika foi acusada de não querer trabalhar.

A cada requerimento aprovado pela comissão, Erika lembrava ao plenário que o PT estava em obstrução e durante sua fala de defesa, acusou Feliciano de intolerância.

— Intolerância é dizer que mulheres não podem ter o mesmo direto que os homens, intolerância e amaldiçoar todo um continente. Isso é intolerância.

Erika fez menção às declarações que Marco Feliciano teria feito em redes sociais com teor racista e homofóbico.

Porta trancada

O deputado Luiz Alberto (PT-BA) também se manifestou, solicitando que uma das portas do plenário, que foi trancada com chave, fosse aberta porque ele precisava participar da reunião que ocorre na sala ao lado.

O presidente Marco Feliciano atendeu ao pedido do deputado, mas foi informado que os policiais legislativos não tinham a chave para abrir a porta.

Todos os plenários das comissões da Câmara têm duas portas, localizadas em lados opostos da sala. Um dos acessos é reservado para deputados e assessores parlamentares. A outra porta é usada pelos jornalistas e para o público que quer acompanhar as reuniões.

No entanto, como a sessão da CDHM é realizada com acesso restrito de pessoas, a porta usada pelo público foi trancada e todos usam apenas uma porta para ter acesso ao plenário.

Ao ser questionado sobre a medida, Marco Feliciano disse que tomou a decisão porque “tentaram quebrar” a porta em sessões anteriores.

Demonstrando irritação, o deputado Luiz Alberto deixou o plenário pela única porta aberta, alegando que andaria mais que o necessário para chegar à outra comissão de que faz parte.

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