Brasil

7/1/2013 às 13h57 (Atualizado em 7/1/2013 às 14h03)

Falta de chuva afeta geração de energia, diz Abrage

Soluções têm custo elevado e podem impactar tarifas

Agência Estado

Se as chuvas não retornarem ao nível normal em janeiro, vai "acender o sinal amarelo" das geradoras, disse nesta segunda-feira (7) o presidente da Abrage (Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica), Flávio Neiva.

 

— O que acontecer em janeiro em termos de hidrologia vai definir a condição do sistema.

Se as chuvas, sobretudo na região Sudeste, ocorrerem em volume abaixo do normal para o mês, o governo terá de tomar providências, afirmou o executivo.

— Não quer dizer que haverá racionamento. Há outras medidas para serem adotadas pelo lado da demanda, como o despacho de térmicas mais caras, uso de gás.

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As alternativas, porém, têm custo elevado, com impacto nas tarifas.

Mesmo se as chuvas retornarem ao nível normal no primeiro trimestre, que é o período mais úmido do ano, o País dependerá de um uso mais intensivo da energia térmica, de custo mais elevado, para garantir o abastecimento.

— Isso é certeza.

O uso das usinas térmicas poderá voltar ao mínimo a partir de abril, num cenário otimista.

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Segundo Neiva, o corte de 20,2% nas contas de luz prometido pela presidente Dilma Rousseff "já está sendo atrapalhado pelo uso das térmicas." Ele coloca em dúvida se a redução será dessa magnitude porque, se de um lado a energia gerada pelas hidrelétricas ficará mais barato, o uso intensivo das usinas térmicas eleva o custo da eletricidade.

Nem mesmo a ajuda dos cofres federais será suficiente para garantir a redução, explicou. O Tesouro Nacional já se prontificou a desembolsar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para assegurar a redução da tarifa, apesar de algumas usinas não terem aceitado renovar suas concessões nos termos propostos pelo governo.

— Mas eu duvido que o governo vá subsidiar o uso de combustíveis. É coisa de uns R$ 500 milhões a R$ 600 milhões por mês.

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