Brasil

10/4/2013 às 18h13

Feliciano diz que comissão vai de "vento em popa"

Deputado voltou a proibir a entrada de manifestantes em reunião

Agência Estado

O pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou nesta quarta-feira (10) que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara vai de "vento em popa", após mandar fechar outra sessão do colegiado.

A tentativa de abrir os trabalhos durou seis minutos, mesmo com a segurança restringindo a entrada de manifestantes. Num debate com parlamentares, Feliciano afirmou que a comissão não pode virar motivo de chacota.

— A Comissão de Direitos Humanos está indo de vento em popa.

Durante a reunião fechada, alguns pastores foram autorizados a entrar. Eles permaneceram em silêncio durante a sessão. Os manifestantes contrários a Feliciano ficaram do lado de fora e protestaram nos corredores da Câmara.

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No debate entre os parlamentares, a deputada Erika Kokay (PT-DF) fez uma obstrução solitária, tentando atrasar as votações. Erika foi criticada por deputados evangélicos, que acusaram parlamentares de incitar os protestos contra Feliciano. Erika afirmou que defende apenas o direito à liberdade.

O deputado Silvio Costa (PTB-PE), que não é membro da comissão, participou de boa parte da reunião. Ao fim, afirmou que via uma "guerra santa" no colegiado.

— Está estabelecida aqui uma guerra santa.

Feliciano evitou que a discussão se arrastasse. Afirmou que Costa pegou o "bonde andando" e que a comissão trabalha normalmente.

— Essa comissão não pode virar motivo de chacota a nível nacional. Votamos coisas sérias aqui e vamos continuar.

Mais uma vez, a sessão limitou-se à análise de requerimentos, sem a aprovação de nenhum projeto. Ao fim, o pastor afirmou que os projetos que estão na comissão são muito polêmicos e causariam uma "celeuma". Ele pediu aos parlamentares que solicitem à Mesa da Câmara o encaminhamento de outros projetos à comissão.

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