A dívida de campanha do prefeito eleito de São Paulo, o petista Fernando Haddad, equivale a 25% do rombo somado de todos os 900 candidatos do País que ficaram no vermelho após a disputa de 2012.
O PT, que assumirá a dívida de Haddad, foi o partido mais deficitário: responderá por metade das contas pendentes. O saldo negativo total das campanhas é de R$ 97,5 milhões.
A campanha do prefeito eleito teve custo total de R$ 68 milhões, e foram arrecadados apenas R$ 42 milhões — diferença de R$ 26 milhões.
Em segundo lugar no ranking dos endividados, depois de Haddad, aparece outro ex-candidato à Prefeitura de São Paulo: o peemedebista Gabriel Chalita, que ficou devendo quase R$ 10 milhões, ao arrecadar 11,7 milhões e gastar R$ 21,6 milhões.
Já o tucano José Serra declarou à Justiça Eleitoral ter recebido R$ 33.574.236 e gastado R$ 33.574.236 — superávit de R$ 2.
Os partidos não são obrigados a assumir as dívidas dos candidatos, mas podem fazê-lo, desde que haja decisão neste sentido do diretório nacional.
Caso as legendas não se responsabilizem pelo pagamento dos débitos, as contas dos candidatos podem ser rejeitadas pela Justiça Eleitoral — no caso dos eleitos, isso resulta até em perda do cargo.

