Brasil

23/12/2012 às 00h55 (Atualizado em 23/12/2012 às 08h49)



Jantar de políticos em restaurantes de Brasília é mais caro do que cesta básica 



Refeição de parlamentar chega a R$ 345, contra R$ 266 da cesta em Brasília

Do R7

Ravióli ao molho de camarão é um dos pratos preferidos de políticos Divulgação/Trattoria da Rosario

A classe política que mora em Brasília frequenta os melhores restaurantes da cidade e não esconde a preferência por pratos sofisticados, bons vinhos e discrição. Esse bom gosto, porém, tem um preço alto e chega a custar mais que a cesta básica das principais capitais brasileiras.

Uma refeição individual, com lombo de cordeiro e vinho italiano pode sair por até R$ 345, sem sobremesa, nos principais restaurantes de luxo de Brasília. A cesta básica em Brasília custa R$ 266,85 e, em São Paulo, a mais cara do Brasil, R$ 299,26, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O valor da refeição, que inclui o vinho, é 30% maior do que o valor da cesta básica em Brasília. A cesta básica tem produtos para alimentar um adulto durante um mês.

Os gerentes e garçons não se arriscam a fazer nenhum comentário sobre os clientes importantes, mas a reportagem do R7 apurou que, entre os pratos preferidos, o cordeiro sempre está na lista dos que mais saem. Frutos do mar também figuram no ranking de favoritos. O prato mais barato custa R$ 79 e serve uma pessoa.

Restaurantes

Um dos restaurantes escolhidos pelos políticos é Trattoria da Rosario, de tradição italiana, que fica em um bairro nobre da cidade. O ambiente, com vista para o lago Paranoá, tem capacidade para cem pessoas. O prato mais pedido pela classe política é o lombo de cordeiro com risoto negro ao funghi. A porção individual custa R$ 99.

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O segundo preferido de ministros e parlamentares é o peixe em crosta com risoto de espinafre, que sai por R$ 79. O ravióli ao molho de queijo com camarões completa o ranking e custa R$ 89.

Para acompanhar os pratos, a maioria dos políticos bebe vinho italiano. A garrafa mais pedida é um Barolo que custa R$ 246.

Outro restaurante bastante frequentado pela classe política na capital do País é o Gero, da rede Fasano, que fica no shopping mais nobre da cidade. Lá, o prato preferido é o bacalhau com purê de batatas. Uma porção individual sai por R$ 99.

A paleta de cordeiro é o segundo prato que mais sai e custa R$ 81. Risoto de frutos do mar, com camarão e lula, é o terceiro item do cardápio do Gero mais solicitado pelos políticos. O prato para uma pessoa custa R$ 87.

Tradição nordestina

Apesar dos jantares requintados, há políticos que preferem almoçar um prato típico da região nordestina. Nesse caso, eles preferem o restaurante Xique-Xique, que tem duas filiais na área central de Brasília. O prato mais pedido por eles é a especialidade da casa: carne sol com arroz, feijão verde, paçoca de carne, mandioca e manteiga de garrafa. A porção completa custa R$ 62 e serve duas pessoas.

O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Carlos Ayres Britto, e o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, já foram vistos almoçando no restaurante durante os fins de semana.

Ponto de encontro

Brasília também tem lugares que são conhecidos por serem pontos de encontro de políticos. O Piantella, situado na região central de Brasília, era considerado a extensão do Congresso Nacional.

Principalmente durante a década de 1980, o restaurante reunia parlamentares e a cúpula do executivo para debater os rumos do País com o fim da ditadura. Leis importantes, como a da Anistia, além da campanha das Diretas Já foram arquitetadas no Piantella, onde o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, tinha cadeira cativa. O restaurante também foi palco para as discussões sobre a candidatura de Tancredo Neves e a Constituinte.

Atualmente, o Bistrô Expand  é o ponto preferido da classe política para encontros e reuniões. Um dos sócios do restaurante é o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o publicitário Duda Mendonça no processo do mensalão e o senador cassado, Demóstenes Torres.

Quando vão ao Bistrô Expand, os ministros e parlamentares optam por beber vinho e comer aperitivos, como bruschettas, porções de cordeiro e de bacalhau.

Em agosto deste ano o restaurante foi arrombado por moradores de rua, que levaram uma televisão de plasma de 42 polegadas e várias garrafas de vinho. Na hora do assalto o estabelecimento estava fechado e ninguém ficou ferido.

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