Brasil

25/12/2012 às 12h02 (Atualizado em 25/12/2012 às 13h43)

Missão no Haiti já custou R$ 1,9 bi ao Exército

Parte do custo foi reembolsada pela ONU

Agência Estado

Minustah: tropa liderada pelos militares brasileiros no Haiti já custou R$ 1,3 bi Marcello Casal Jr./23.jan.2010/Abr

Sem previsão para deixar o Haiti, o Exército brasileiro gastou, de abril de 2004 a novembro deste ano, R$ 1,892 bilhão na manutenção da tropa no país arrasado por uma guerra civil e, mais recentemente, por um terremoto. Desse total, a ONU (Organização das Nações Unidas) reembolsou R$ 556,5 milhões para o Tesouro Nacional. Os números são do Ministério da Defesa.

Na prática, um gasto de R$ 1,3 bilhão líquido em recursos do Brasil. Em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu.

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Atualmente, o Brasil mantém 1.910 homens das Forças Armadas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). A maioria do contingente brasileiro é do Exército. Ainda há militares da Aeronáutica (30 homens da Força Aérea Brasileira) e da Marinha (200 fuzileiros navais). A meta para 2013 é reduzir o efetivo para 1.200 militares, mesmo número do início da operação, em 2004 — o acréscimo ocorreu após o terremoto de 2010.

A redução da tropa de forma "responsável", nas palavras do ministro da Defesa, Celso Amorim, é respaldada por uma resolução da ONU, de outubro. No começo deste mês, o presidente do Haiti, Michel Martelly, escreveu uma carta de duas páginas implorando à presidente Dilma Rousseff para negociar a manutenção do efetivo, argumentando que ainda não conseguiu formar uma polícia nacional para deter o avanço de gangues.

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