11 de Fevereiro de 2012
Para Fábio Medina, investigações devem se limitar a pessoas físicas suspeitas no caso
O advogado do Banrisul, Fábio Medina, disse que as investigações sobre o desvio de verbas de propaganda do banco se concentram em pessoas físicas, e não nas agências de publicidade.
- Pessoas físicas podem cometer ilícitos dentro de estruturas de pessoas jurídicas. Me parece que nessas investigações de fraude no Banrisul tudo fica centrado em pessoas físicas. Tanto que nem se questiona o processo de licitações pela qual as agências foram contratadas.
Em entrevista à rádio Guaíba, Medina disse ainda acreditar que a forma como foram divulgadas as informações iniciais sobre o caso prejudicaram a imagem das agências que tinham contrato com o banco.
- A espetacularização do caso poderá causar danos a pessoas jurídicas, num efeito da politização das instituições, o que é muito negativo.
Ele disse que ainda não se tem a real dimensão da fraude. Mas segundo o Ministério Público, o rombo chegou a R$ 10 milhões.
A Operação Mercari foi deflagrada na semana passada pela Polícia Federal, que aponta fraude em licitações e superfaturamento nos contratos.
Durante a entrevista, o advogado falou da determinação da Justiça de soltura dos quatro principais responsáveis pelo caso. Dois deles eram executivos das agências de publicidade.
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