DivulgaçãoCom fortes chuvas, são raros os reservatórios de água que não estejam com o nível bem alto
27 de Maio de 2012
Órgão vai anunciar a criação de uma "sala de situações" para controlar diariamente o volume dos reservatórios e mobilizar a Defesa Civil para evitar catástrofes
.O diretor-presidente da ANA, José Machado, e o diretor Benedito Braga relatarão nesta quinta os problemas previstos para o ano hidrológico 2009/2010, que começou em outubro.
O açude Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte, é um exemplo. Em outubro de 2008, estava com 92,72% da capacidade e já alcançou 94,22% neste ano.
Com menos água, no ano passado, causou grandes estragos, principalmente para a economia potiguar, pois as enchentes atingiram vastas áreas agricultáveis.
Outras localidades do país, adiantou a ANA, já estão em situação vulnerável com relação a enchentes.
Com fortes chuvas desde outubro em praticamente todo o território nacional, são raros os reservatórios de hidrelétricas e açudes usados para o abastecimento de água que não estejam com o nível bem alto, em comparação com o ano passado.
A execução orçamentária da União em 2009 mostra que o Brasil gasta pouco com prevenção de enchentes e medidas para minimizar o impacto dos desastres climáticos.Até o fim de setembro, o governo federal havia liberado apenas R$ 17,4 milhões para a rubrica "prevenção e preparação para emergências e desastres". Isso corresponde a apenas 1,7% do total de mais de R$ 1 bilhão aplicado no item "programa de resposta a desastres".
Os dados foram levantados na ocasião pela ONG Contas Abertas no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira da União, que faz o controle dos gastos públicos).
Nas últimas semanas, com a intensificação das chuvas no Sul do País, o governo elevou a liberação de recursos, mas quase tudo para socorro as vítimas.
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