27 de Maio de 2012
Decisão teria sido tomada após conversa com Dutra e Temer. Informação não é oficial
Palocci estava cotado para assumir a Secretaria-Geral da Presidência da República, mas depois de uma reunião nesta terça-feira (23) entre José Eduardo Dutra e Michel Temer, presidentes do PT e do PMDB respectivamente, ficou decidida a ida do deputado para o ministério mais próximo da presidente.
Segundo uma fonte, nessa reunião os presidentes teriam fechado quais ministérios ficariam sob o comando do PMDB: Agricultura - com o deputado federal Mendes Ribeiro Filho (RS) –, Minas e Energia - com a permanência de Edson Lobão -, Comunicação ou Cidades – com Moreira Franco, um dos coordenadores da campanha de Dilma -, e Previdência Social, que ainda não tem nome certo.
O atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, antes cotado para assumir a Casa Civil, estaria sendo reservado para a Saúde, Comunicação ou Cidades, a depender do acordo fechado com o PMDB.
Já o senador eleito Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) é nome forte para o Ministério da Integração Nacional. Seu suplente é o presidente do PT, José Eduardo Dutra, que quer o mandato de parlamentar para permanecer à frente do partido. O R7 apurou que Dutra não quer ser ministro. Quer continuar presidente do PT e, para isso, é preciso estar dentro do Congresso, circulando.
Nesta quarta-feira (24), a presidente eleita Dilma Rousseff (PT) confirmou três nomes da equipe econômica em nota. Como já havia sido antecipado, Guido Mantega foi convidado para permanecer no Ministério da Fazenda. A secretária-executiva do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Miriam Belchior, será a nova ministra do Planejamento, e o atual diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, foi indicado para assumir a presidência da entidade.
O deputado federal Eduardo Cardozo (PT-SP), de acordo com fontes do partido, é tido como certo no Ministério da Justiça, apesar de o petista evitar falar no assunto. Também devem permanecer no cargo a atual presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
O atual ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ainda tem destino incerto. Pode permanecer no comando da pasta ou assumir o Ministério da Saúde.
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