27 de Maio de 2012
Melhorias - primeiras da história do prédio cinquentenário - custaram R$ 100 milhões
Quase um ano e meio após ser fechado para reforma e com quatro meses de atraso, o Palácio do Planalto está pronto para receber o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A previsão inicial do Exército, que tocou a obra, era entregar o Palácio em 21 de abril deste ano - aniversário de 50 anos do Palácio e de Brasília. Mas a obra não ficou pronta a tempo.
O palácio foi aberto para jornalistas nesta terça-feira (24). Deve receber o presidente Lula nesta quarta (25) e será aberto para visitação apenas após 7 de setembro.
A reforma, que consumiu cerca de R$ 100 milhões, foi a primeira do prédio, inaugurado por Juscelino Kubitschek em 1960.
As principais mudanças foram estruturais: hidráulica e elétrica, troca de esquadrias, adequação dos corredores para evacuação em caso de incêndio e construção de um estacionamento no subsolo.
Esteticamente, a grande diferença está no mobiliário, que foi substituído por peças de designers brasileiros. Os móveis desenhados por estrangeiros, como Charles Eames, foram guardados e podem ser usados em eventos ou em outros locais públicos.
A maior parte dos móveis que ocupam o Planalto reformado foi desenhada por Sérgio Rodrigues ou por Oscar Niemeyer. A estética é simples: madeira brasileira e linhas retas. Os antigos carpetes que cobriam alguns andares do palácio foram retirados e substituídos por um piso de mármore branco.
O gabinete presidencial ficou maior, mas a mobília usada antes da reforma foi mantida. Lula preferiu continuar com o mobiliário da época de Getúlio Vargas, utilizado desde o governo de José Sarney.
A mesa da era Getúlio ainda será usada por Lula pelos próximos 130 dias, até o presidente descer a rampa do Palácio refém-reformado e passar a faixa para o seu sucessor.
O antigo salão oval, onde são realizadas as reuniões ministeriais, perdeu o formato oval com a retirada das cortinas e foi rebatizado de Sala da Reunião Suprema. A mesa, desenhada por Niemeyer, foi mantida, mas as poltronas, substituídas pelo modelo Kiko, de Sérgio Rodrigues.
O gabinete da primeira dama também sofreu mudanças, mas os jornalistas que participaram da visita não puderam ver o resultado da reforma. O motivo é que a primeira dama não foi ao gabinete e, portanto, não autorizou a visita. Segundo um funcionário do Planalto, ela quer ver o resultado e pode mudar alguma coisa.
O quarto - e último - andar do Palácio foi o que sofreu a maior mudança. O jardim que ocupava parte do andar foi retirado após anos de reformas tentando conter as infiltrações e os gabinetes dos ministros que ficam no prédio (Casa Civil, Relações Institucionais, Gabinete de Segurança Insitucional e Secretaria Geral da Presidência, Secretaria da Comunicação Social e Assuntos Estratégicos) foram ampliados.Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
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