27 de Maio de 2012
Mais de sete milhões de pessoas vivem sozinhas no país
O brasileiro está preferindo morar em casas com menos pessoas do que em residências onde vivem muitos moradores. Dados da Pnad 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que, em cinco anos, caiu em 23% o número de residências brasileiras com cinco ou mais moradores, enquanto cresceu o percentual de casas com uma, duas ou três pessoas.
De 2004 a 2009, o número de domicílios com apenas um morador passou de 10,5% para 12%, mantendo o mesmo índice de 2008. Isso significa que existem pouco mais de sete milhões de brasileiros vivendo sozinhos em todo o país.
Já a proporção de domicílios com dois moradores passou de 19,4% em 2004 para 22,6% em 2009, um total de 13 milhões e 200 mil moradias nessa situação – ou mais de 26 milhões de pessoas. No caso das residências com três moradores, em cinco anos o percentual passou de 23,4% para 25,1%, o que totaliza 14 milhões e 700 mil moradias – ou mais de 44 milhões de brasileiros.
Em 2009, o número médio de moradores em cada residência foi de 3,1 pessoas, o mesmo valor registrado em 2008. Regionalmente, o menor número de moradores por casa foi na Região Sul (2,9). Já a região Norte apresentou a maior média, com 3,4 moradores por domicílio.

Percentual de casas próprias é o mesmo há cinco anos
Em 2009, o número de casas particulares permanentes foi estimado pelo IBGE em 58,6 milhões de unidades, um adicional de um milhão de residências em relação ao ano anterior.
Desse total de domicílios, 73,6% eram próprios (43,1 milhões). Apesar de o número absoluto de casas próprias ter aumentado de 2004 para 2009, o percentual no total das residências é praticamente o mesmo que foi registrado em 2004. De todos os domicílios, 69,4% foram quitados pelos seus proprietários (40,6 milhões) e 4,3% ainda estão em aquisição (2,5 milhões).
Já a proporção de casas alugadas cresceu de 15,4%, em 2004, para 17% em 2009, chegando a dez milhões de residências.Com relação aos serviços básicos prestados pelo governo, os brasileiros continuam tendo muito mais acesso à iluminação do que à rede adequada de água e esgoto.
O número de domicílios atendidos por rede geral de abastecimento de água foi de 49,5 milhões, ou 84,4% do total. As regiões com menos acesso à água foram o Norte (58,6%) e o Nordeste (78%).
Já a rede adequada de esgoto, apesar de avançar desde 2004, ainda é baixa. Em 2009, um total de 59,1% das residências tinha acesso ao saneamento básico. Mais uma vez, as condições são piores no Norte e Nordeste, onde a rede coletora de esgoto chega, respectivamente, a 13,5% e 33,8% das casas.
Por outro lado, o percentual de residências com iluminação cresce a cada ano. Em 2004, o total de casas com luz era de 96,8%. Já em 2009, esse índice chegou a 98,9%.
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