23 de Fevereiro de 2012
Confederação Nacional dos Municípios alega que pode haver “quebradeira”
A discussão em torno do salário mínimo agita o Congresso. Enquanto o governo propõe o novo valor de R$ 545, sindicalistas e a oposição defendem até R$ 600 como novo valor do mínimo. Fora do Congresso, a Confederação Nacional dos Municípios faz um alerta: se o mínimo aumentar demais pode haver uma “quebradeira” de prefeituras pelo país.
A confederação diz que cada real de aumento no salário mínimo representa uma despesa adicional de R$ 1,5 milhão para o conjunto de municípios. Entre as cidades que podem quebrar estão Casa Nova (BA), Itabaiana (SE) e Sapucaia do Sul (RS). O aumento excessivo do mínimo poderia inviabilizar serviços essenciais à população, como saúde e educação.
David Leite, prefeito de Santo Antônio do Descoberto, em Goiás, afirma que o município já gasta com salários o máximo que a lei permite: 54% do orçamento da prefeitura. Em janeiro, a cidade virou um caldeirão, quando a população foi às ruas reclamar dos serviços públicos de má qualidade. O prefeito, que já tem problemas de caixa, tem medo de ter que demitir professores, médicos e enfermeiros.
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