27 de Maio de 2012
Câmara decide hoje se deputado da meia pode retomar presidência da Casa
A Bancada do PT decidiu nesta sexta-feira (8) que, caso o deputado Leonardo Prudente (sem partido) não peça nova licença da presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal, eles protocolarão um requerimento em plenário pedindo o afastamento de Prudente. Segundo a deputada Érika Kokay, Prudente não tem condições de comandar o trabalho da Casa durante a investigação do suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do DF. O deputado é um dos investigados na operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal..
- A volta do deputado Leonardo Prudente é uma manobra do governo. A volta dele se deu de forma ilegal. É inadimissível que a CLDF tenha na presidência uma pessoa que está envolvido nas suspeitas.
O requerimento deve ser apresentado na segunda-feira (11) na reabertura dos trabalhos da Casa. Ele terá que ser votado pelos 24 deputados e deve ser aprovado por maioria simples.
Os deputados da Mesa Diretora estão nesse momento reunidos para decidir sobre a volta de Prudente para a presidência da CLDF. O local da reunião não foi divulgado, mas segundo um dos deputados do PT, a reunião será no Gama, em um instituto coordenado pelo deputado Wilson Lima (PR). Na reunião o deputado Cabo Patrício (PT) deve pedir que Prudente solicite nova licença da presidência.
Prudente, que aparece em um dos vídeos da Operação Caixa de Pandora, guardando dinheiro na meia havia pedido licença da presidência da Casa no dia 1º de dezembro de 2009, por 60 dias. Mas menos de um mês depois o Diário Oficial da CLDF publicou a volta do deputado ao cargo.
A líder do PT, deputada Érika Kokay, informou ainda que o partido apresentará no Ministério Público do DF, um requerimento pedindo a investigação da denúncia de que o governo enviaria servidores comissionados à CLDF para impedir os trabalhos da Casa.
A Casa retoma os trabalhos na segunda-feira depois de uma autoconvocação aprovada em dezembro para apurar os pedidos de impeachment contra o governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido), e as denúncias de envolvimento de deputados da Casa no suposto esquema de pagamento de propina dentro do governo do DF.
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