12 de Fevereiro de 2012
Maykon foi candidato a vereador em São Paulo, perdeu, mas quer ser presidente
Aos nove anos, Maykon Alexandre Barros já sabia o que ia ser quando crescer: “Presidente”, respondia o cabeleireiro. Hoje, 18 anos depois, ele ainda mantém o sonho de chegar ao posto mais alto do país e conta que deu o primeiro passo quando disputou, mas perdeu, uma vaga de vereador em São Paulo no ano passado, ao lado de outros 1.186 candidatos. Mesmo assim, ele promete não desistir de seu sonho e já negocia sair para deputado estadual nas eleições de 2010.
Filiado ao PR (ex-PL) desde os 21 anos, ele é um entre tantos que escolheram a política como profissão e faz planos de quando atingirá sua meta de carreira.
- Desde cedo eu almejava entrar na política. O meu plano de vida é ser presidente da República dentro de 15 ou 30 anos.
Ainda sem ter terminado a faculdade -ele já começou quatro cursos diferentes-, Barros vive do que ganha como cabeleireiro e professor de xadrez nas horas vagas enquanto não se elege e discorda de quem usa a política como meio de vida.
- Infelizmente há muita gente que entra na política de favor, por indicação, pensando no valor monetário. Não deveria ter salários altos para esses caras. Eu concordo que vereador não tenha salário. Isso não é possível, mas você evitaria a corrupção.
Para o analista político Marco Antonio Teixeira, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), o problema maior não é a função política ser remunerada, mas é fazer da política o seu único meio de vida.
- O problema é ver a política como algo mais próximo de um emprego. Exercer essa atividade para o interesse próprio talvez seja a grande responsável pela imagem negativa dos políticos.
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