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27 de Maio de 2012

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publicado em 22/06/2011 às 14h17: atualizado em: 22/06/2011 às 14h35

CCJ do Senado rejeita fim da reeleição, mas
aprova unificação de eleições para o Executivo

Projeto previa o aumento do tempo de mandado para os cargos do Executivo

Agência Estado

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A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado rejeitou nesta quarta-feira (22) a proposta da Comissão da Reforma Política da Casa que previa o fim da reeleição e a ampliação dos mandatos de presidente da República, governador e prefeito - que passariam de quatro para cinco anos.

Os parlamentares também aprovaram a PEC (proposta de emenda à Constituição) que unifica o ano das eleições de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente, mas com datas de posse diferentes.

Por maioria de votos, os senadores aprovaram substitutivos de Renan Calheiros (PMDB-AL) que mantêm a reeleição, o mandato de quatro anos para todos os níveis. O texto terá ainda de ser votado no plenário do Senado, antes de seguir para exame dos deputados.

De acordo com o projeto, as posses do presidente da República, governador e prefeito ocorrerão, respectivamente, nos dias 15, 10 e 5 de janeiro do ano subsequente à eleição, e não mais no primeiro dia do ano, como ocorre hoje.

Renan justifica que a coincidência das eleições funcionará como elemento motivador entre as lideranças estaduais e nacionais. Além de ampliar a estabilidade política, contribuiria para redução dos custos das campanhas e dos gastos da própria Justiça Eleitoral.

- O sistema atual exige maior dispêndio de recursos por parte da sociedade e do Estado. Havendo coincidência das disputas também haverá grande economia de recursos.

O senador alega que o mandato de quatro anos, adotado a partir das eleições de 1994, proporciona "um período de maior estabilidade político-institucional". Já o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) disse ser contrário à reeleição porque "a experiência no Brasil não foi bem sucedida".

Igualmente contrário, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que a coincidência de mandatos "apagará os debates regionais e municipais", enquanto que a manutenção da reeleição "ofende a igualdade de todo o processo democrático".


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