Inimigo número um de grande parte da imprensa que milita pela liberdade de expressão, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, parece ser visto com um conceito diferente entre as entidades de mídia comunitária no Brasil. O polêmico presidente venezuelano - acusado de fechar emissoras de rádio e cercear veículos que fazem críticas a seu governo - é o segundo da lista de autoridades selecionadas para paletrar na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada em Brasília no início de dezembro.
A Comissão Nacional Pró-Conferência de Comunicação abriu consulta pública para definir a autoridade internacional que seria homenageada no evento e o nome de Chávez é o segundo mais querido, perdendo apenas para a presidente da Argentina, Cristina Kirchner. Pela votação virtual promovida pela comissão, há grande chance de o presidente da Venezuela participar como convidado de honra na conferência de comunicação brasileira. Além de Chavez, mais duas autoridades seriam convidadas.
A secretária operativa da comissão pró-conferência, Cecília Bezerra, informou ao R7 que um dos convidados seria o secretário da Fundação Argentina dos Trabalhadores da Imprensa, Gustavo Granero, e o terceiro participante será designado pelo governo federal. Segundo Cristina, a preferência pelo nome de Chavez para abrir a conferência de comunicação não é uma ironia nem tem relação com nenhum tipo de crítica ao governo do venezuelano em relação à imprensa, pelo contrário, é uma forma de homenagear o presidente pelo trabalho que desenvolve com a mídia comunitária em seu país.
- A ideia de trazer o Chavez é porque na Venezuela ele está realizando mudanças na comunicação, principalmente para a mídia comunitária. O nome do Chavez foi indicado por causa dessa ação mais corajosa que ele teve em relação à comunicação, de quebrar o monopólio da comunicação.
Até sexta-feira a comissão vai definir os nomes das autoridades homenageadas na conferência de comunicação.