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27 de Maio de 2012

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publicado em 25/01/2012 às 12h22: atualizado em: 25/01/2012 às 12h50

Chefe de gabinete do Ministério
das Cidades é demitido

Em nota, pasta informou que o funcionário foi afastado por estar desmotivado

Do R7, em Brasília

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O chefe de gabinete do Ministério das Cidades, Cássio Peixoto, foi exonerado do cargo. A demissão foi publicada no Diário Oficial da União e vale a partir da última terça-feira (24).

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Peixoto era o braço direito do ministro das Cidades, Mário Negromonte, e seu nome foi citado no caso de uma obra da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá (MT) que ficou mais cara após a alteração de um parecer.

Em nota, o ministério confirmou o afastamento do funcionário e disse que ele estava desmotivado. "Informamos que foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (25.1.2012) a exoneração do Senhor Cássio Ramos Peixoto que exercia a função de Chefe de Gabinete do Ministro das Cidades. O servidor foi destituído de suas funções por estar desmotivado", diz a íntegra do texto.

Obra mais cara

O agora ex-chefe de gabinete autorizou a adulteração do parecer técnico que vetava a mudança do projeto do governo de Mato Grosso de trocar a implantação de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos).

Com a manobra, o Ministério das Cidades passou a respaldar a obra e seu custo subiu para R$ 1,2 bilhão, R$ 700 milhões a mais que o projeto original. A mudança para o novo projeto foi publicada no dia 9 de novembro na nova Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo.


Para adulterar o parecer e autorizar o VLT, a equipe do ministro derrubou um estudo interno de 16 páginas que alertava para os problemas de custo, dos prazos e da falta de estudos comparativos sobre as duas mobilidades de transporte.

Na época, em nota oficial, o ministério respondeu que o trâmite seguiu o "rito processual da administração pública". Segundo o documento, "os técnicos envolvidos no trabalho discutiram, analisaram e reavaliaram a pertinência ou não do novo modelo de transporte proposto pelo governo do Estado, tendo manifestado opinião divergente ao parecer final, opinião essa que foi revisada e refutada tecnicamente no momento da conclusão da análise".

Negromonte, um dos ministros que podem cair na reforma que a presidente Dilma Rousseff deve fazer em seu gabinete neste início do ano, foi ao Congresso prestar explicações e negou irregularidades na pasta.


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