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publicado em 15/11/2009 às 06h01:

Confira a cronologia das eleições diretas

Do R7

Há exatos 20 anos, em 15 de novembro de 1989, mais de 70 milhões de brasileiros iam às urnas escolher seu presidente após 29 anos sem poder exercer esse direito. Neste meio tempo, os militares governaram por mais de duas décadas e a rejeição a uma emenda que garantiria eleições diretas atrasou o retorno ao exercício da cidadania em mais cinco anos.

Veja cronologia desde 1960, quando pouco mais de 5 milhões de brasileiros elegeram Jânio Quadros, até 1989, quando Fernando Collor foi o primeiro presidente diretamente eleito em 29 anos.

1960

03 de outubro – Jânio Quadros é eleito presidente da República com 5,6 milhões de votos.

1964

Abril – Golpe militar. Início da ditadura.

1983

02 de março - Já durante a abertura política, que de acordo com os militares teria que ser "lenta, gradual e segura", o deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT) apresenta um projeto de emenda à Constituição que propunha a realização de eleições diretas para presidente da República. Além de Dante de Oliveira, assinavam a proposta outros 176 deputados e 23 senadores.

1984

16 de abril – Seis dias antes da votação da emenda Dante de Oliveira, uma manifestação pelas diretas reúne cerca de 1,5 milhão de pessoas no vale do Anhangabaú, em São Paulo.

25 de abril - A proposta vai a votação no plenário da Câmara e, apesar de receber a maioria dos votos, não é aprovada. Por se tratar de uma alteração à Constituição, a emenda precisava da aprovação de 2/3 dos deputados, mas recebeu apenas 298 votos favoráveis (22 a menos do que os 320 necessários).

A votação começou por volta das 9h e acabou somente de madrugada, numa estratégia do governo militar de divulgar o resultado o mais tarde possível uma vez que uma multidão de manifestantes se concentrava em Brasília para torcer pela aprovação da proposta.

1985

18 de janeiro – Com a derrota da emenda pelas diretas, as eleições que iriam escolher o sucessor de João Figueiredo como primeiro presidente civil após 20 anos de regime militar teriam de ser realizadas por um colégio eleitoral formado pelo Congresso Nacional e por representantes das Assembleias Legislativas dos Estados. A chapa da Aliança Democrática, formada por Tancredo Neves e José Sarney, vence a chapa do PDS (partido da ditadura), de Paulo Maluf e Flávio Marcílio, por 480 votos a 180. Era o fim da ditadura.

Eleito, Tancredo afirma:

- Esta foi a última eleição indireta do País. Venho para realizar urgentes e corajosas mudanças políticas, sociais e econômicas, indispensáveis ao bem-estar do povo.

14 de março – Um dia antes da data em que estava marcada sua posse como presidente, Tancredo Neves passa mal durante uma missa e é internado no Hospital de Base de Brasília. Com um tumor no intestino, o presidente eleito passa por uma cirurgia abdominal.

15 de março – Apesar dos temores de que, com a doença de Tancredo, os militares não entregariam o poder ao vice, José Sarney – que até 1984 havia sido aliado do regime militar - toma posse como presidente do Brasil.

21 de abril – Após 38 dias e sete cirurgias, Tancredo Neves morre aos 75 anos, em São Paulo. Sarney afirma estar compromissado com as mudanças prometidas por Tancredo e é confirmado no cargo no dia seguinte.

08 de maio – Aprovada emenda constitucional que estabelece eleições diretas para presidente, prefeito e governador. O voto é estendido aos analfabetos e os partidos comunistas são legalizados.

1987

1º de fevereiro – Instalada a 5ª Assembleia Constituinte do Brasil. Composta por 559 congressistas e presidida pelo deputado Ulysses Guimarães (PMDB), tinha como objetivo dar uma nova Constituição ao Brasil após a anterior ter sido desfigurada pela ditadura.

1988

02 de junho – Assembleia Constituinte aprova o aumento do mandato de Sarney para cinco anos.

05 de outubro – É promulgada a nova Constituição do Brasil, conhecida como “Constituição cidadã”.

1989

15 de novembro – Ocorrem as primeiras eleições diretas para presidente desde 1960. Uma avalanche de partidos e candidatos trazida pela redemocratização faz com que 22 pessoas postulem ao cargo de presidente da República, entre eles Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor de Mello, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Guilherme Afif Domingos, Fernando Gabeira, Roberto Freire, Enéas Carneiro e Ulysses Guimarães.

De 82 milhões de pessoas aptas a votar, 72 milhões comparecem às urnas no primeiro turno. Collor, com 30% dos votos, e Lula, com 17% vão ao segundo-turno.

17 de dezembro – Collor é eleito presidente da República com 35 milhões de votos (53%).

 
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