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publicado em 15/04/2010 às 07h32:

Contestação de pesquisa é política, diz Sensus

PSDB entrou com representação contra pesquisa, que mostra Serra empatado com Dilma

Agência Estado

O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, defendeu na última quarta-feira a validade da pesquisa de intenção de voto divulgada na terça-feira pela entidade. O PSDB entrou ontem com representação questionando o levantamento, que mostra o presidenciável tucano, José Serra, tecnicamente empatado com a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff. Ele tem 32,7% dos votos e ela, 32,4%. Guedes afirmou que "o questionamento à pesquisa tem origem política, não técnica":

- Não sei por que cismaram com a gente.

O diretor ainda não foi comunicado formalmente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre a representação. Para o PSDB, o Sensus desrespeitou o prazo mínimo de cinco dias entre o registro do levantamento no TSE e a divulgação dela, previsto pela lei eleitoral. Isso porque, mesmo com a pesquisa inscrita no dia 5, dados sobre a entidade solicitante do trabalho foram corrigidos na tarde do dia 9 pelo Sensus no sistema do TSE. A divulgação aconteceu ontem. Afirmou Guedes:

- A alteração do nome do contratante foi feita dentro do prazo da pesquisa de campo e, por isso, não traz prejuízo à data de divulgação da pesquisa.

No primeiro registro, a pesquisa aparecia encomendada pelo Sindicrep (Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias de Rodovias). Depois da alteração, o contratante passou a ser o Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada).

Segundo Guedes houve "erro material" na hora de registrar o levantamento na Justiça Eleitoral, pois os dois sindicatos funcionam no mesmo escritório. A resolução 23.190 do TSE, que disciplina as pesquisas eleitorais, não trata dessa situação específica. Apenas determina o prazo de cinco dias entre o registro e a divulgação.

Para o advogado especialista em Direito Eleitoral, Alberto Rollo, de forma geral prazos começam a contar quando constam do processo os dados corretos. Ele disse que "a princípio, o dado errado não vale":

- Se há uma informação errada, é preciso aperfeiçoá-la e, só assim, retomar a contagem dos prazos.


 
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