27 de Maio de 2012
Combustível da vida do ex-vice-presidente era ajudar as pessoas, diz senador
- Na cama, em seus últimos momentos, pediu ao filho que cuidasse dos funcionários antigos, que já trabalhavam com ele há décadas. Citou o nome de um por um, falou “não esquece do fulano, não esquece do sicrano, que tem uma filha doente, olha esse outro aí tem essa situação”.
Josué Christiano Gomes da Silva, único filho homem do ex-vice, assumiu em 2002 a Coteminas (Companhia de Tecidos Norte de Minas), fundada pelo pai em 1950. Hoje, é a maior empresa têxtil do país e líder mundial na confecção no ramo mesa e banho.
Crivella lembrou que o “combustível da alma” de Alencar era ajudar as pessoas.
- O que fez com que ele largasse a família com 14 anos de idade, sofrendo muita saudade, porque era muito apegado à mãe e ao irmão, era porque ele queria ajudar o pai, já idoso, que passava por dificuldades financeiras.
O senador lembrou que Alencar dizia que a empresa não era dele, mas sim da sociedade e que tinha “horror de ostentação” das riquezas que conquistou.
- Ele falava com orgulho “eu tenho dois sapatos pretos, dois marrons e cinco ternos”. Foi sempre muito modesto, até em respeito à dificuldade de milhões de brasileiros que em nossa terra não tiveram acesso à riqueza. Ele também não teve, nasceu muito pobre.
Crivella ainda brincou, lembrando que, nos jantares promovidos pelo partido que fundou, o PRB, Alencar só aceitava pagar se dividissem a conta por igual.
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