Delator do mensalão diz que presidente do DEM tinha “acerto” com Arruda
Durval Barbosa afirmou que Rodrigo Maia era beneficiado pelo esquema de corrupção no DF
Do R7, com Agência Estado
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Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, afirmou que o presidente do partido, o deputado Rodrigo Maia (RJ), era um dos beneficiários do esquema de corrupção no Distrito Federal. Segundo Barbosa, Maia tinha um “acerto” com o ex-governador José Roberto Arruda, acusado de ser o chefe do esquema de corrupção no DF.
Rodrigo Maia, por meio de sua assessoria, disse que não iria comentar as acusações de Durval. O delator do mensalão do DEM foi secretário de Arruda no DF e divulgou vídeos que levaram à queda do governador.
Segundo Durval, a participação de Rodrigo Maia no esquema é uma das vertentes da nova fase das investigações do MPF (Ministério Público Federal), com quem tem um acordo de delação premiada.
O ex-secretário também voltou a afirmar que o PMDB recebia pagamentos mensais do esquema de Arruda. O delator, referindo-se à suposta participação de Rodrigo Maia no desvio de dinheiro do governo do Distrito Federal, afirmou que o MPF ia “pegar” os envolvidos.
Durval fez as declarações na noite da quarta-feira (26), quando participava de uma festa para mais de 500 pessoas numa das casas de eventos mais badaladas de Brasília. Era a abertura de uma feira de noivas.
A metralhadora do delator do mensalão do DEM continua ativa. Além de disparar contra o presidente nacional do DEM, Barbosa afirmou que dirigentes do PMDB se beneficiavam do esquema de corrupção montado no governo Arruda. O dinheiro, segundo ele, era entregue ao presidente do diretório do partido no DF, o deputado federal Tadeu Filippelli.
- Filippelli recebia R$ 1 milhão por mês para o PMDB. Inclusive tem um áudio sobre isso.
O deputado Filipelli se recusou a responder.
- Ao Durval, só respondo via Justiça. Já entrei com uma queixa-crime e um processo por danos morais. A esse elemento, só posso responder assim.
Crise no DF
O escândalo envolvendo o ex-governador do DF estourou no dia 27 de novembro de 2009, com a operação Caixa de Pandora da Polícia Federal. Por causa do escândalo, Arruda foi pressionado a sair do DEM e ameaçado de ser expulso da legenda. Na época, Arruda afirmou que se o partido "radicalizasse", ele iria "radicalizar com o partido", dando sinais de que dirigentes da legenda também eram beneficiados pelo esquema.
Pressionado, Arruda deixou a legenda no dia 10 de dezembro, um dia antes da Executiva do partido anunciar a expulsão. No dia seguinte, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou a prisão de Arruda. Preso, Arruda foi cassado e ficou na Superintendência da PF por quase dois meses. Hoje, o governo do DF está nas mãos de Rogério Rosso (PMDB), que foi escolhido em eleição indireta pela Câmara Legislativa do DF.