10 de Fevereiro de 2012
Executiva do partido vai decidir no dia 10 de dezembro o futuro do governador
O DEM deu um fôlego de dez dias - contando hoje - para a decisão final sobre a expulsão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do partido. Acusado de chefiar esquema de corrupção no governo do DF, Arruda tem oito dias para provar sua inocência apesar dos indícios apontados pelo inquérito da Polícia Federal na Operação Caixa de Pandora. Depois, o relator do processo disciplinar contra Arruda, deputado José Carlos Machado (DEM-SE), vai ter apenas um dia para analisar os argumentos do governador. No dia 10 de dezembro a Executiva do partido votará se Arruda fica na sigla.
Na reunião da Executiva do DEM nesta terça-feira (1), senadores e deputados seguiram a indicação do presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), e deram um voto de confiança para o governador.
Parlamentares informaram que o presidente da sigla, Rodrigo Maia (RJ), decidiu não expulsá-lo já para evitar contrangimento no partido. Os senadores José Agripino (RN) e Demóstenes Torres (GO) saíram da reunião de cabeça baixa. Eles defendiam a expulsão sumária de Arruda e reclamam que o prazo de defesa fará com que o partido "sangre" por mais nove dias. Agripino lamentou a decisão do presidente.
- Serão nove dias a mais de espera, de expectativa.
Apesar de o adiamento da decisão do DEM soar como proteção a um correligionário com a imagem comprometida perante a opinião pública, líderes do partido alegam que a orientação de Maia pode ter tido viés jurídico. Durante a reunião, o presidente do DEM chegou a afirmar que o governador poderia recorrer de uma expulsão sumária alegando cerceamento do direito de defesa.
De acordo com o presidente do DEM, o prazo para a defesa está previsto no estatuto do partido, mas Demóstenes questionou o artifício usado pelo presidente da sigla para dar fôlego ao correligionário.
A Operação Caixa de Pandora, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira (27), investiga o envolvimento de Arruda em um suposto esquema de arrecadação e distribuição de propina a membros da base aliada de seu governo.
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