O Ministério Público de São Paulo investiga participação do tesoureiro do PT, José Vaccari Neto, em suposto esquema de caixa dois do partido que seria mantido com recursos do Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo). De acordo com denúncia divulgada neste sábado (6) pela revista Veja, o promotor José Carlos Blat pediu a quebra de sigilo de Vaccari Neto e o bloqueio das contas do Bancoop.
Vaccari Neto foi apontado como possível diretor de finanças da campanha de Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT à Presidência. A investigação do Ministério Público sobre a utilização de esquema de financiamento habitacional do Bancoop - que utilizaria recursos de prestações de mutuários para abastecer o caixa de campanha do PT - já dura três anos e começou na época que o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) comandava a cooperativa.
O MP alega, no entanto, que só agora conseguiu obter detalhes da investigação. De acordo com a revista, extratos bancários do Bancoop mostram que cheques emitidos pela cooperativa somaram saques de pelo menos R$ 31 milhões, revelando suposta lavagem de dinheiro.
Na folha de contas da cooperativa também aparece contabilidade indicando “doação PT”. Na rubrica, no entanto, o valor não ultrapassa R$ 43.200. O ex-secretário especial da Presidência Fred Godoy, citado no escândalo de produção de dossiê contra a oposição, que ficou conhecido pelo episódio dos aloprados, referência usada por Lula, também aparece na apuração. Ele teria recebido 11 cheques de 2005 a 2006 totalizando R$ 1,5 milhão.
O
R7 entrou em contato com a assessoria da cúpula do PT e o partido informou que tenta entrar em contato com os correligionários citados e em breve divulgará nota.