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publicado em 25/02/2011 às 19h58:

Depoimentos reforçam tese
do mensalão mineiro, diz promotor

Esquema envolveria desvio de recursos públicos para campanha de Eduardo Azeredo

Agência EstadoAgência Estado

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A primeira audiência de instrução do processo sobre o mensalão mineiro, suposto esquema de desvio de recursos públicos que envolveu a campanha do ex-governador de Minas e atual deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998, foi encerrada na noite desta quinta-feira (24), após oito horas de depoimentos.

Para o promotor de Defesa do Patrimônio Público, João Medeiros, os depoimentos dados pelas testemunhas arroladas pela acusação reforçaram a tese de que a campanha recebeu recursos desviados de empresas estaduais.

A denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e ratificada pelo Ministério Público Estadual, foi recebida em fevereiro do ano passado.

O ex-procurador apontou desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões dos cofres do Estado para a campanha à reeleição, por meio da “retirada criminosa” de recursos públicos das estatais Copada (Companhia de Saneamento), Comig (Companhia Mineradora) - atual Codemig - e Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais).


Na acusação formal, o MPF (Ministério Público Federal) afirmou que o “repasse indevido de dinheiro público” ocorreu sob o “manto formal” de patrocínios a eventos esportivos. Os acusados negam qualquer irregularidade.

Cinco réus acompanharam os depoimentos na 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte: o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia; o ex-secretário de Comunicação do governo Azeredo Eduardo Guedes; o tesoureiro da campanha tucana, Cláudio Mourão; o ex-presidente do Bemge José Afonso Bicalho, além do ex-diretor da Copasa Fernando Moreira Soares.

O empresário Marcos Valério não compareceu e foi representado por advogado. Entre os denunciados, apenas Azeredo responde a ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal).

O senador Clésio Andrade (PR-MG), que também era réu na Justiça estadual, teve o processo desmembrado por determinação da juíza titular Neide da Silva Martins, já que assumiu uma cadeira no Senado e passou a contar com foro privilegiado.

Das testemunhas presenciais, o único intimado a não depor foi o ex-presidente da Copasa, Ruy José Vianna Lage, de 82 anos. Ele alegou problemas de saúde.

Outra testemunha, o advogado Carlos Henrique Martins Teixeira, solicitou à juíza sua dispensa, alegando impedimento por ter advogado para um dos réus, Cláudio Mourão, em uma ação de cobrança movida contra Azeredo e Clésio Andrade. A magistrada acatou o pedido.

 


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