27 de Maio de 2012
Para parlamentares, medida vai ajudar CPI a coibir casos de violência contra a mulher
Deputadas da bancada feminina e da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Violência contra a Mulher comemoraram nesta sexta-feira (10) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que amplia os efeitos da Lei Maria da Penha.
As parlamentares consideraram um marco a determinação de que, nos casos de violência doméstica, o agressor deve ser processado mesmo sem a denúncia da companheira. O STF entendeu que o Ministério Público pode entrar com a ação penal independentemente do consentimento da vítima.
Na opinião da coordenadora da bancada feminina, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP), a decisão do STF favorece a efetivação da Lei Maria da Penha, que impôs mais rigor na punição de agressores e estabeleceu mecanismos de proteção das mulheres.
- Muitos questionavam a constitucionalidade de artigos da Lei Maria da Penha exatamente para continuar com abusos. Agora, havendo qualquer violência, a própria delegacia pode encaminhar o agressor para ser processado. Violência contra a mulher é crime e tem penalidade.
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Para a presidente da CPMI da Violência contra a Mulher, deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), a comissão, instalada nesta semana, foi “abençoada” com o entendimento do Supremo. A decisão, disse ela, consolida juridicamente a lei e valerá para todo o Judiciário.
- Agora, a CPMI poderá se dirigir às instituições de atendimento à mulher sem qualquer polêmica jurídica. Temos uma lei constitucional, que exige a ação do Estado.
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