12 de Fevereiro de 2012
1. O que provocou o apagão desta terça-feira?
Ainda não há uma informação oficial sobre o que causou o apagão, mas declarações iniciais do governo dizem que falhas em três linhas de transmissão que levam energia produzida na usina de Itaipu à região Sudeste, entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo tenha causado o blecaute.
2. Pode ocorrer um novo apagão hoje ou nos próximos dias?
A resposta a essa pergunta é difícil, mas é possível dizer que a probabilidade de um novo apagão ocorrer hoje é a mesma de ontem. Uma vez que as falhas nas linhas de transmissão que provocaram o blecaute de ontem estejam corrigidas - e o governo diz que estão -, um novo apagão só poderia ser provocado por novas falhas. Especialistas dizem, entretanto, que, após ser divulgada uma causa oficial das causas do apagão essas causas têm que ser detalhadamente estudadas para que não ocorram novamente e para que o sistema elétrico brasileiro seja aprimorado.
3. Quais foram os Estados afetados?
Segundo o Ministério das Minas e Energia, 18 Estados, além do Distrito Federal, foram atingidos. São eles: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
4. Quanto tempo durou o apagão?
O apagão começou às 22h15 da terça-feira (10). A energia foi restabelecida em horários diferentes dependendo da região do país, mas só foi totalmente normalizada por volta das 6h de quarta.
5. Por que uma falha localizada em linhas de transmissão causa um apagão que deixa sem luz quase metade do Brasil?
Segundo especialistas em energia, é culpa do sistema elétrico brasileiro, que, por ser interligado e complexo propicia que ocorram megapanes. Como a matriz energética brasileira baseia-se em usinas hidrelétricas de grande porte, os centros consumidores de energia ficam longe da onde ela é produzida. Com isso, as linhas de transmissão têm que carregar uma grande quantidade de energia por longas distâncias. A falha em uma dessas linhas de transmissão faz com que grandes consumidores de energia tentem puxá-la de outras fontes, como hidrelétricas menores. Essas hidrelétricas menores, então, ficam sobrecarregadas e se desligam automaticamente como uma forma de proteção. Uma reação em cadeia faz com que outras fontes sejam desligadas, deixando o sistema interligado inoperante em diversos locais.
6. Não existem linhas de transmissão alternativas às que apresentaram problemas?
Não. Essas linhas carregam mais da metade da energia produzida em Itaipu, e não há como ela ser transmitida por outros locais. Especialistas dizem que investimentos maciços têm sido feitos no sistema de transmissão de energia brasileiro para que ele seja cada vez mais robusto. Grande parte da conta de luz que o consumidor final paga vai para que esse sistema de transmissão seja aprimorado, mas ainda assim a pane de ontem ocorreu.
7. Usinas termelétricas não poderiam ter sido ligadas para fornecer energia de modo emergencial e evitar o apagão?
Segundo especialistas, não. Para começarem a operar, as usinas termelétricas - que queimam combustíveis para produzir energia - precisam de um certo tempo. Elas não podem ficar em modo "stand-by" esperando que uma pane ocorra para começarem a operar.
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