27 de Maio de 2012
Entidades criticaram a postura imparcial da presidente em visita a Cuba

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira (1º) que a presidente Dilma Rousseff não se omitiu sobre a questão dos direitos humanos, durante visita a Cuba, no início da semana.
Blogueira cubana se diz 'decepcionada' com Dilma
- A presidente Dilma respeita o povo cubano como respeita outros povos. Tem que respeitar a autonomia.
Carvalho participou do programa Bom Dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
Entidades internacionais de defesa dos direitos humanos, com representação no Brasil, criticaram a postura imparcial da presidente sobre a violação dos direitos humanos em Cuba, sob o argumento de que há problemas em vários países, citando como exemplo a base de Guantánamo, mantida pelos Estados Unidos.
Para Carvalho, Dilma citou Guantánamo porque há um grande enfoque da questão dos direitos humanos apenas em um país como Cuba.
- E ela fez questão de lembrar que na própria ilha de Cuba há um pedaço do território que não pertence a Cuba, e que pertence aos Estados Unidos, onde a violação dos direitos humanos é histórica e há um grande silêncio cúmplice sobre essa questão. Ela (Dilma) não quis com isso se omitir. Foi um jogo de postura que julgo extremamente adequada de levar em conta a discussão de direitos humanos.
Segundo o ministro, "a questão dos direitos humanos é uma questão tão nobre que não pode servir de mero diversionismo para atacar esse ou aquele governo".- Acho que essa foi uma postura digna da presidente, que tem tido comportamento tanto na questão nacional quanto internacional muito rigorosa a esse setor, até porque ela vivenciou na carne a questão da violação dos direitos.
O ministro se referiu à tortura sofrida por Dilma, no Brasil, na época do governo militar.
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