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publicado em 17/05/2010 às 10h01:

Dilma recebe apoio de sindicalistas, mas nega
aval a principal bandeira do movimento

Petista afirmou em entrevista que não cabe ao governo federal reduzir a jornada

Wanderley Preite Sobrinho, do R7

Apesar de sua candidatura presidencial receber o apoio de todas as centrais sindicais, a petista Dilma Rousseff não quis defender nesta segunda-feira (17) a principal bandeira do movimento atualmente, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

Questionada sobre o assunto em entrevista à rádio CBN, Dilma saiu pela tangente ao dizer que essa não seria uma “bandeira” a ser defendida pelo governo federal, apesar de o sindicalismo ter sido o berço político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (seu principal cabo eleitoral) e de ele mesmo já ter defendindo essa redução em um evento para trabalhadores no último dia 1º de maio.

- Sabe o que é que é? As pessoas têm de distinguir quem está no governo e quem está no movimento sindical. [...] Eu não acho que esta seja uma questão que o governo federal tenha de sancionar, assinar em baixo. Acho que é um processo que tem de ser construído pelo movimento [sindical] e as associações empresariais.

Ela lembrou da Era Vargas ao dizer que o Brasil estaria “voltando atrás” se interferisse no assunto antes de uma negociação entre empresários e trabalhadores:

- Nós voltaríamos atrás [...] em [um tempo em] que o governo federal impunha uma política salarial sem levar em conta a negociação. [...] Eu não posso apoiar nem não apoiar porque não acho que seja uma matéria governamental.

Apesar de esquivar do assunto, Dilma recebeu o apoio de todas as centrais sindicais do país em um evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no mês passado. Na ocasião, o deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT), lembrou que nem Lula havia recebido tanto apoio em suas candidaturas presidenciais.

- Ministra, eu acho que essa eleição vai ser uma barbada.

O próprio presidente defendeu a redução da jornada para 40 horas semanais durante discurso em evento do Dia do Trabalho realizado pelas centrais sindicais em São Paulo. Ele afirmou que a redução é necessária para que o mercado absorva mais trabalhadores.

- Para que a gente possa botar mais gente no mercado de trabalho.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que pode reduzir oficialmente a jornada ainda está parada no Congresso, sem previsão para ser votada. Vários sindicatos já conseguiram, por meio de acordos diretos com as empresas, cortar a jornada sem diminui salários. Grandes empresas, como as montadoras do ABC, já trabalham com cargas próximas de 40 horas.

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) avalia que a redução da jornada de trabalho vai inserir mais de 2,5 milhões de pessoas no mercado. Esta é a terceira vez que o debate é feito. Antes de 1988, só em 1943 foi mudado o regime, instituindo o limite das 48h semanais.


 
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