O ex-deputado e ex-ministro José Dirceu defendeu nesta sexta-feira (27) o diálogo entre PT e PSD para formar uma eventual aliança na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Leia mais notícias no R7
Em um texto publicado em seu blog, o petista pediu “paciência” e lembrou que a oferta feita pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda encontra oposição entre setores do partido e movimentos sociais. No entanto, argumentou que, para vencer uma eleição, é necessário compor uma grande aliança.
“O fato é que a proposta de apoio à candidatura de Fernando Haddad, apresentada pelo atual prefeito, provocou um terremoto no partido na cidade. Primeiro, porque vem com o aval e o apoio entusiasta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo, porque apoio não se recusa”, opinou Dirceu, que foi ministro da Casa Civil e homem forte no início do governo Lula.
O ex-deputado, cassado por causa do escândalo do mensalão, em 2005, ressaltou que, ao contrário de Lula, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, já manifestou oposição a uma eventual aliança, e que o mesmo já foi feito por outras lideranças da sigla com peso político na capital paulista.
“Algumas lideranças alegam que não podemos nos aliar ao prefeito, que negou e renegou todas as nossas políticas públicas”, escreveu.
Ele ponderou, contudo, que o PSD, sigla criada por Kassab no ano passado, faz parte da base aliada do governo federal e reconheceu que há um “longo caminho” a percorrer no debate em busca de consenso sobre um acordo.
“É preciso muita conversa, diálogo e paciência. É necessário, também, o respeito às lideranças e aos movimentos”, afirmou. “Caso contrário, podemos perder as eleições, antes mesmo de iniciar a campanha. Não se vence com um partido dividido”, completou.
Um eventual acordo entre PT e PSD será a pauta central da reunião do Conselho Político da pré-campanha do petista Fernando Haddad à sucessão municipal, marcada para este sábado (28). O encontro, que será o primeiro compromisso do pré-candidato do PT na condição de ex-ministro da Educação, definirá o futuro das negociações entre os dois partidos.