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27 de Maio de 2012

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publicado em 02/02/2012 às 05h36:

Entenda as denúncias contra o ministro das Cidades

Mário Negromonte anunciou que entregaria carta de demissão a Dilma hoje

Do R7

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Abalado por uma série de denúncias que o atingiram nos últimos meses, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, anunciou que entregaria o cargo nesta quinta-feira (2). Ele pretende apresentar sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff assim que ela retornar de uma viagem a Cuba e Haiti.

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Indicado pelo PP, Negromonte deve se reunir com Dilma às 11h. Ele seria o sétimo ministro a deixar o governo por causa de suspeitas de corrupção. Nos últimos dias, dois funcionários da pasta já haviam sido afastados de suas funções.

Após se demitir, o ministro deve reassumir seu mandato de deputado na Câmara. A primeira denúncia contra ele surgiu em agosto do ano passado.

Na ocasião, a revista Veja publicou reportagem em que ele era acusado de oferecer R$ 30.000 a deputados de seu partido em troca de apoio dentro do PP.

No mesmo mês, a revista Isto É revelou que a principal patrocinadora da campanha de Negromonte para a Câmara dos Deputados foi beneficiada em um contrato com a Petrobras considerado irregular pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

No fim de novembro, reportagem do jornal O Estado de S. Paulo apontou que o ministro teria dado aval para que a diretora de mobilidade da pasta, Luiza Vianna, forjasse um documento que adulterou um parecer técnico para autorizar a implantação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá (MT), uma das sedes da Copa de 2014, onde originalmente haveria uma linha rápida de ônibus.


Em audiência no Congresso, ele negou que seus auxiliares tenham praticado fraudes para alterar o projeto, elevando seu custo.

Nas últimas duas semanas, outras duas denúncias vieram à tona por meio do jornal Folha de S. Paulo. A primeira reportagem relatava a realização de reuniões entre lobistas de uma empresa de informática e parlamentares aliados de Negromonte para negociar uma licitação da pasta que sequer estava aberta.

No último domingo (29), a Folha publicou um documento em que o ministro pedia ao Ministério do Turismo que beneficiasse com recursos de uma emenda parlamentar de sua autoria o município baiano de Glória, administrado por sua mulher, Ena Vilma. Negromonte nega as irregularidades.

Corda bamba

Apesar da sucessão de denúncias, o ministro das Cidades chegou a dizer que estava “mais firme do que as pirâmides do Egito”. No entanto, seu prestígio começou a ruir na última semana, quando o chefe de gabinete da pasta, Cássio Peixoto, foi exonerado. Na segunda (30), Negromonte perdeu mais um funcionário: o chefe da assessoria parlamentar do ministério, João Ubaldo Coelho Dantas, também caiu.

Após as quedas, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, ele percebeu que não havia mais terreno para sua permanência e colocou o cargo à disposição na segunda, durante uma visita de Dilma à Bahia, seu Estado.


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