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publicado em 08/10/2009 às 09h37:

Entenda o escândalo do mensalão

Entre os 39 acusados, estão parlamentares, ex-ministros, dirigentes do Banco Rural e o empresário e publicitário Marcos Valério

Do R7

O mensalão é o nome do principal escândalo que atingiu o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005 - durante o primeiro mandato - e que consistia em um esquema de pagamento de propina a parlamentares para que votassem a favor de projetos do governo. Entre os 39 acusados, estão parlamentares, ex-ministros, dirigentes do Banco Rural e o empresário e publicitário Marcos Valério. O ex-chefe da Casa Civil José Dirceu era apontado como chefe do esquema.

A crise começou com uma entrevista em junho de 2005 em que Roberto Jefferson, à época deputado federal, disse para o jornal Folha de S.Paulo que o mensalão existia e envolvia o PT, PL [que hoje se fundiu com o Prona e virou PR], PTB e outros . O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares foi a público negar que pagava a mesada e ofereceu abrir seu sigilo fiscal, bem como o sigilo bancário de suas contas pessoais. 

Foi no depoimento ao Conselho de Ética da Câmara que Jefferson contou que havia avisado os ministros Aldo Rebelo, Walfrido Mares Guia, Ciro Gomes, Miro Teixeira, José Dirceu e Antonio Palocci sobre o esquema. Dirceu e Palocci negaram terem sido alertados, mas os outros admitiram que sabiam. Neste depoimento, ficou famoso o pedido de Jefferson para que Dirceu saísse do governo "rapidinho".

Uma semana depois que o caso estourou, Dirceu, que era considerado o homem forte de Lula, pediu para sair da Casa Civil e foi substituído pela atual ministra Dilma Rousseff. No dia seguinte, Jefferson se licenciou da presidência do PTB onde está atualmente e no dia 5 de julho foi a vez de Delúbio Soares se licenciar do cargo de tesoureiro do PT. Ainda em julho foi instalada a CPI do Mensalão que ouviu praticamente todos os envolvidos no caso.

Em 12 de agosto, o presidente Lula fez um pronunciamento na TV em que se disse "traído" e afirmou que o ''PT tem que pedir desculpas", mas não citou nomes. Em 30 de agosto, Delúbio envia à CPI do Mensalão uma carta envolvendo PSB e PC do B no esquema.

A CPI do mensalão aprova em setembro relatório que pede a cassação de 18 deputados: Carlos Rodrigues (PL-RJ), João Magno (PT-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), José Borba (PMDB-PR), José Dirceu (PT-SP), José Janene (PP-PR), José Mentor (PT-SP), Josias Gomes (PT-BA), Paulo Rocha (PT-PA), Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), Professor Luizinho (PT-SP), Roberto Brant (PFL-MG), Roberto Jefferson (PTB-RJ), Romeu Queiroz (PTB-MG), Sandro Mabel (PL-GO), Valdemar Costa Neto (PL-SP) (que já havia renunciado um mês antes), Vadão Gomes (PP-SP), Wanderval Santos (PL-SP). Destes, apenas Dirceu, Corrêa e Jefferson perderam o mandato e com isso os direitos políticos por oito anos.

Em outubro, o PT expulsou Delúbio, que tinha autonomia para administrar as despesas e receitas do PT e em dezembro a CPI dos Correios divulga relatório que aponta para a existência do mensalão em quatro padrões de funcionamento do esquema: pagamentos semanais para o PL, dinheiro para trocas de partido, compra de votos de parlamentares e pagamentos para o PP.

Em 2006, a Procuradoria Geral da República apresentou ao STF [Supremo Tribunal Federal] denúncia contra 40 pessoas supostamente envolvidas com a compra e venda de votos que favorecessem o governo e no ano seguinte o STF converteu o processo em ação penal e os acusados passaram a responder como réus.

O relator do caso no STF, ministro Joaquim Barbosa, autorizou juízes federais de oito Estados e do Distrito Federal a interrogar os acusados e receber a defesa prévia dos réus, como forma de agilizar o andamento. Neste ano, a Justiça começou a ouvir testemunhas de defesa dos principais acusados e processo ainda deve levar pelo menos dois anos para chegar a julgamento final pelo Supremo.

O mensalão passou a contar com 39 réus depois que o ex-secretário geral do PT Silvinho Pereira fez um acordo com a Procuradoria Geral da República que suspendeu o processo movido contra ele e em troca prestou serviço comunitário. Ele era acusado por formação de quadrilha.


   
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