De olho no voto dos 1,2 milhão de pescadores do país, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, abriu nesta quarta-feira (30) a 3ª Conferência Nacional de Pesca. O clima de palanque eleitoral era indisfarçável, reforçado pela presença de mais de 40 parlamentares, ministros e representantes de cinco ministérios - Igualdade Racial, Desenvolvimento Social, Trabalho, Cidades e Pesca - e os presidentes dos Correios e do Sebrae (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).
Os 2.000 representantes municipais de pescadores de todos os Estados se surpreenderam com o benefícios anunciados pelo governo. No evento, o ministro da Pesca, Altemir Gregolin, informou aos representantes do setor que o governo revitalizará, na primeira fase do projeto, 10 mil embarcações de pesca artesanal e concederá linha de crédito de R$ 100 mil com juros de 2% ao ano, três anos de carência e prazo de 10 anos para pagar o empréstimo, oferecerá curso técnicos em 50 localidades.
Mesmo sem concluir o 2º grau, os pescadores poderão tirar diploma de curso técnico, pois as aulas serão direcionadas. O superintente do ministério da Pesca Omar Monteiro disse que 40% dos pescadores são analfabetos ou analfabetos funcionais.
A lista de benefícios era mais do que os pescadores pleiteavam junto ao governo e tudo que queriam ouvir. Representantes das colônias ouvidos pelo R7 contam que a categoria ainda não fechou com Dilma. Elogiam o governo Lula e dizem que foram à conferência para ouvir da ministra o compromisso de continuidade das políticas para a pesca caso ela se confirme candidata.