Ex-deputado federal constituinte e um dos fundadores do PT, Plínio de Arruda Sampaio dedicou mais de 50 de seus 79 anos à vida pública. Duas vezes candidato ao governo de São Paulo, a última delas em 2006, pelo PSOL, é a primeira vez que Plínio concorre à Presidência.
Promotor público aposentado e mestre em desenvolvimento econômico internacional pela Universidade de Cornell (EUA), Plínio tem sua história política marcada pela atuação junto à Igreja Católica e pela defesa da reforma agrária. Atualmente, ele é presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária).
Em seu primeiro mandato como deputado, na década de 60, relatou o programa de reforma agrária do governo do presidente João Goulart. Após o golpe limitar que institui a ditadura, em 1964, teve seus direitos políticos cassados e foi para o exílio. O cargo de promotor, que exercia desde 1954, também foi cassado, só voltando a ser reconhecido em 1984, quando Plínio foi anistiado e aposentado.
Um dos fundadores do PT, partido pelo qual foi deputado constituinte na elaboração da Constituição de 1988, Plínio deixou o partido em 2005 para ingressar no PSOL. Atualmente, vê com ceticismo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu ex-colega de sigla.
Na opinião de Plínio, o sindicalista que deixou São Bernardo do Campo e hoje ganha ares de líder mundial perdeu uma oportunidade histórica de governar com as massas e romper com a lógica do conchavo que caracteriza a política nacional.