27 de Maio de 2012
Senador e deputado defendem a medida para evitar novo contrangimento ao partido
Com R7O próprio Paulo Octávio admitiu no último sábado que, diante dos problemas de governabilidade, pode renunciar ao cargo. Ele, assim como Arruda, nega qualquer envolvimento nas denúncias que atingiram o governo do DF.
- Não está descartada [a hipótese de renúncia]. Nada está descartado.
Nos próximos dias ele faz uma reunião com 12 partidos, inclusive os da oposição, para definir politicamente os próximos passos do governo do DF.
- Estou colocando toda a minha carreira política em jogo.
Apesar de ter renunciado à presidência do DEM no DF, Paulo Octávio é do partido e está ligado à fundação da legenda na capital do país. Em menos de 24 horas no cargo - assumiu na quinta-feira à noite, quando Arruda se entregou à Polícia Federal -, tornou-se alvo de quatro pedidos de impeachment, um deles assinado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
- Não pode haver um processo de impeachment de quem nem assumiu o governo. Se eu cometer algum deslize, no meu governo, aí sim, é possível. Daqui a 15 dias, um mês.
Os pedidos, na avaliação dele, foram feitos "com muita pressa".
O próprio DEM, contudo, está com pressa. Demóstenes quer descolar a imagem do partido do escândalo.
- Não há nenhuma possibilidade de qualquer personagem envolvido nesse caso se sair bem e qualquer proximidade do partido com eles vai reforçar essa história de "mensalão do DEM".
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