27 de Maio de 2012
Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal receberão ajuda brasileira

O Brasil contribuirá com mais de R$ 3,4 milhões (dois milhões de dólares) para um novo programa de compra de alimentos para a população mais pobre da Etiópia, Malauí, Moçambique, Níger e Senegal, informou nesta terça-feira em Roma a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).
O programa será projetado pela FAO e pelo PMA (Programa Mundial de Alimentos) e se inspira no plano "Fome Zero", lançado em janeiro de 2003 pelo então presidente Luis Inácio Lula da Silva, que conseguiu reduzir a desnutrição no Brasil em 25%, tirando cerca de 24 milhões de pessoas da pobreza extrema, segundo dados do governo brasileiro.
Por meio do acordo, assinado em Roma na sede da FAO, o Brasil financiará com R$ 4 milhões (2,375 milhões de dólares) a compra da produção dos pequenos camponeses e sua distribuição nas categorias de risco, incluindo a de crianças e jovens, através de programas de merenda escolar, explicou em um comunicado a agência das Nações Unidas.
O acordo estabelece que a FAO receberá R$ 2,65 milhões (1,55 milhão de dólares) para os aspectos relacionados à produção, fornecimento de sementes e fertilizantes e para encorajar a capacidade dos pequenos agricultores e das associações de camponeses.
O PMA receberá R$ 1,37 milhão (800 mil dólares) para organizar as compras e distribuir os alimentos nas escolas e entre os grupos mais vulneráveis, destaca o comunicado.
"Além de ajudar a complementar a dieta das pessoas que passam fome, o projeto foi feito para fortalecer os mercados locais de alimentos, ajudando, em última análise, a melhorar a segurança alimentar e prevenir futuras crises alimentares", informou a FAO.
Desde janeiro deste ano, a FAO, fundada em 1945, é presidida por um latino-americano, o brasileiro José Graziano da Silva, que substituiu o senegalês Jacques Diouf para o período 2012-2015.
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