27 de Maio de 2012
Ex-presidente disse que assunto não pode ser tratado como questão “ideológica”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ressaltou nesta quarta-feira (8) que não se pode tratar as privatizações realizadas pelo governo federal como uma “questão ideológica”.
- A privatização não é uma questão ideológica, é uma questão que depende das circunstâncias, como aumentar a capacidade de gerenciar, aumentar a oferta de serviço. É uma questão de responsabilidade maior para com o país.
Em um vídeo divulgado pelo site Observador Político, FHC comenta os leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, realizados nesta semana pelo governo federal, e diz que o modelo adotado não poderia ser diferente, com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e dos fundos de pensão.
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O modelo adotado pelo governo da presidente Dilma Rousseff é o mesmo que a administração do tucano adotou há alguns anos, na privatização da Vale do Rio Doce e das telefônicas, o que sempre foi criticado pelo PT em sucessivas campanhas eleitorais.
No vídeo, Fernando Henrique ressaltou que a privatização dos aeroportos na atual gestão petista ajuda a “desmistificar” o que classificou de “demônio privatista”, em uma clara referência ao mote utilizado pelo PT para criticar o PSDB nas campanhas presidenciais.
- Tudo isso são fantasmas que estão desaparecendo, porque o Brasil está mais maduro. Hoje há uma estrutura de Estado competente para entender o mundo moderno e fazer com que o governo federal tenha um mecanismo eficiente de lidar com o setor privado.
Na defesa que fez da participação do BNDES e dos fundos de pensão neste processo, o ex-presidente lembrou que foi alvo de críticas.
- Quantas críticas que eu ouvi porque o BNDES participava das privatizações. Ele continua participando e tem de participar para financiar. Os fundos de pensão são para isso, são para investir, e agora que a taxa de juros tem caído, vai ter de investir mais, não tem nada de negativo nisso, o importante é ser transparente.
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