Foto por Fábio Rodrigues Pozzebom/ABrLula, o Filho do Brasil foi exibido durante a noite de estreia do Festival de Cinema de Brasília; sessão contou com a presença da primeira-dama e de muitos políticos
A sala lotada, inclusive, gerou críticas dos produtores. Muitas pessoas assistiram ao filme de pé.
A produção conta a história de vida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes da sua chegada à Presidência - desde o seu nascimento, em 1945, até a década de 80, quando virou líder sindical no ABC Paulista.
A primeira-dama Marisa Letícia assistiu ao filme da plateia acompanhada pela atriz Glória Pires, que na produção interpreta a mãe de Lula. O presidente, no entanto, não compareceu à exibição porque quer reunir a família para assistir ao filme.
Entre os ministros do governo que compareceram à sessão de estreia do filme também estava o ministro das Cidades, Marcio Fortes, do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, Educação, Fernando Haddad, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
- Eu achei muito emocionante, gostei muito mesmo, afirmou Fortes depois de mais de duas horas de exibição.
Para o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini, o filme não é sobre o Lula e sim sobre a mãe do presidente, dona Lindu, que morreu em 1980, antes de ver o filho sentado na cadeira de presidente.
- Eu acho que o filme devia se chamar Dona Lindu.
O comentário fez coro entre os ministros de Estado que compareceram à exibição, que rebateram as críticas que a oposição tem feito sobre o lançamento do filme sobre o presidente Lula durante um ano eleitoral. Antes da apresentação do filme, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) afirmou que não vê qualquer problema no lançamento, já que o presidente não será candidato em 2010.
A produção do filme também rebateu qualquer teor político do filme. O diretor Fábio Barreto afirmou que a produção não é um filme político, mas humano.
- É sobre a vida de brasileiros que vencem a seca e vencem na vida.
Intérprete da primeira-dama, a atriz Juliana Baroni, afirmou que a intenção da produção nunca foi fazer um filme político, mas um filme “sobre a história de uma família e sobre o amor de uma mãe por seus filhos”.
A estreia nacional do filme está marcada para o dia 1º de janeiro de 2010.
Críticas
Antes mesmo de ser projetado, o filme de Barreto recebeu críticas severas da diretora de Inclusão Cultural da Secretaria de Cultura do DF, Dolores Tomé. Dolores criticou o fato de o diretor do filme não ter disponibilizado o roteiro do filme para que a secretaria pudesse fazer a legenda da produção, para garantir acesso dos surdos à exibição. Segundo Dolores, as legendas são feitas em todos os filmes que participam do festival há três anos.
De acordo com Fábio Barreto, a última versão do filme ficou pronta muito em cima da hora o que impossibilitou a disponibilização da fita com antecedência e os produtores do filme também temiam a pirataria.
- Não disponibilizamos também como uma medida de combate à pirataria, que é um grande problema.
A estreia nacional do filme está marcada para o dia 1º de janeiro de 2010.

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr