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publicado em 26/11/2010 às 10h01:

Fome é maior no Norte e Nordeste e
atinge mais pretos e pardos, diz IBGE

Santa Catarina é o Estado com o menor número de pessoas que não tem o que comer

Do R7

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Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) sobre Segurança Alimentar, divulgados nesta sexta-feira (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostram que, em 2009, era maior a concentração de pessoas em situação de IA (Insegurança Alimentar) nos Estados do Norte e do Nordeste do país e em entre a população preta e parda.

Segurança alimentar é o direito ao acesso regular a alimentos de qualidade, item que passou a integrar a Constituição Federal a partir deste ano. De acordo com o estudo, 65,6 milhões de pessoas sofreram algum tipo de restrição alimentar no país em 2009. E aproximadamente 11,2 milhões sofreram com insegurança alimentar grave, ou seja, passaram fome em alguma ocasião.

De acordo com o estudo, todos os Estados do Nordeste e do Norte registraram índices de segurança alimentar inferiores à média nacional, que é de 69,8% dos domicílios particulares (o que equivale a 40,9 milhões de pessoas). A situação era mais grave no Maranhão e no Piauí, onde em apenas 35,4% e 41,4% das residências, respectivamente, os moradores não tiveram acesso restrito à comida.

Santa Catarina foi o Estado que garantiu o melhor acesso à alimentação de qualidade no país: em 85,2% dos domicílios as pessoas tiveram quantidade suficiente de alimentos saudáveis e variados – índice um ponto percentual superior ao observado em 2004.

O Rio Grande do Sul e o Paraná surgem na sequência com, respectivamente, 80,8% e 79,6% de residências em segurança alimentar, segundo o IBGE.

A insegurança alimentar também afetou mais a população preta ou parda (nomenclatura oficial adotada pelo instituto), em comparação à branca. Segundo a Pnad, do total de 97,8 milhões de pretos ou pardos, 43,4% dos moradores estavam em situação de IA, sendo que 18,6% em IA moderada (quando a quantidade de alimentos diminui entre adultos) ou grave (quando mesmo as crianças chegam a ficar um dia inteiro sem comer).

Entre os brancos (92,4 milhões de moradores), a prevalência de insegurança alimentar foi de 24,6%, aponta a pesquisa.

Ibge Moradia

Bens e serviços

A pesquisa também analisou a diferença de bens em relação às casas conforme o índice de segurança alimentar. De acordo com a Pnad, quanto mais grave a situação de fome, menos bens e acessos a serviços básicos os moradores possuíam.

Segundo o levantamento, 95,8% dos domicílios em segurança alimentar possuíam geladeira, mas esse índice caía para 75,7% onde as pessoas passavam por algum tipo de restrição. 

Entre 2004 e 2009, os moradores com insegurança alimentar tiveram mais acesso a bens de consumo. Em 2004, por exemplo, 1,3% possuía computador em casa, contra 6% em 2009.

Entre as residências com incertezas em relação à alimentação, era menor o percentual de domicílios atendidos por serviços básicos, como rede coletora de esgoto (46,3%), enquanto entre aqueles em segurança alimentar o percentual subia para 57,1%.


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