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publicado em 03/10/2009 às 09h15:

Jovens trocam carreira universitária por profissão de político

Líder dos caras-pintadas e filha do casal Garotinho deixaram a universidade para fazer carreira na política

Thiago Faria, do R7

 A carreira de político não está na lista de faculdades, universidades ou cursos de formação profissional, mas essa é a opção de muitos jovens que trocam a estabilidade de uma profissão reconhecida no mercado pela função de representante do povo. É o caso do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT-RJ), que largou a faculdade de medicina aos 22 anos para se dedicar à vida política.

Na época, o então presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) era um dos líderes dos caras-pintadas, movimento que pedia a saída do presidente Fernando Collor de Mello, em 1992. De lá para cá, foi duas vezes deputado federal e está em seu segundo mandato de prefeito.

Próximo dos 40, já disse que vai disputar o governo do Rio nas eleições de 2010, só precisa driblar a má vontade do PT, que defende uma aliança com o PMDB do atual governador do Rio, Sérgio Cabral. A medicina, por enquanto, ficou no passado.

A filha do casal Garotinho, Clarissa Garotinho (PR-RJ), é outra que abandonou a carreira universitária para ingressar na vida política. Com o curso de jornalismo incompleto, ela foi, aos 26 anos, a vereadora mais votada do PMDB no Rio no ano passado. Clarissa conta que falta apenas uma disciplina para terminar o curso, mas no momento está focada em seu trabalho na Câmara.

O ingresso precoce na vida pública é um dos sintomas do chamado “político profissional”, atributo que o ex-governador e secretário estadual Geraldo Alckmin (PSDB-SP) já ouviu diversas vezes. Vereador aos 19 e prefeito aos 23, o tucano até se formou em medicina, curso que fazia na época de sua primeira eleição, mas só conseguiu exercer plenamente a profissão nos períodos em que não estava ocupando um cargo público.

Mas Lindberg, Clarissa e Alckmin fazem parte de uma minoria de jovens que abandonam a profissão e viram políticos. Em 2008, apenas 3,3% do total dos candidatos tinham menos de 25 anos. Para Clarissa, a escolha pela vida pública precisa ser por “vocação”.

- É claro que se eu não fosse vereadora eu não ficaria sem fazer nada, eu faria outra coisa.


 
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