11 de Fevereiro de 2012
Rocha determinou auditoria em secretarias e disse que cidade pode ter novas eleições
O juiz Eduardo Machado Rocha, que tomou posse na Prefeitura de Dourados, na manhã deste sábado (4), afirmou que irá pedir uma auditoria em todas as secretarias municipais e disse que Dourados, em Mato Grosso do Sul, pode passar por novas eleições. Rocha assumiu o cargo hoje em cerimônia no plenário da Câmara de Vereadores, após uma decisão do TJ-MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Com um plenário lotado, Rocha foi empossado pela vereadora Délia Rasuk (PMDB), única vereadora não citada no esquema de fraudes e licitações descoberto na Operação Uragano da Polícia Federal.
O jornalista Eleandro Passaia, ex-secretário de Governo e Comunicação na gestão do prefeito Ari Artuzi, responsável pelas gravações que culminaram nas investigações que deflagraram a Operação Uragano, foi convidado pelo juiz Eduardo Machado para continuar na equipe.
De acordo com Passaia, o fato de ter sido convidado para continuar na administração municipal, é mais uma prova de sua integridade.
- Meu papel é o de assessorar o doutor Eduardo e mostrar à sociedade que podemos trabalhar e ajudar de todas as formas a administrar a cidade. Me sinto motivado com as palavras que ele me disse.
Decisão judicial
O juiz João Brandes Garcia acatou o pedido do MPE (Ministério Público Estadual) e determinou que a partir de agora o diretor do Fórum, juiz Eduardo Machado Rocha seja prefeito interino de Dourados.
De acordo com o juiz do TJ, a medida é valida até que alguém compatível ao cargo de prefeito possa assumir a função. A máquina pública municipal de Dourados estava “à deriva” com as prisões do primeiro escalão administrativo da cidade.
Eduardo Machado Rocha assume a administração do executivo de Dourados, após a prisão do prefeito Ari Artuzi, vice-prefeito Carlinhos Cantor e do presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves, dentro da Operação Uragano deflagrada pela PF.
Os policiais realizam uma investigação de crime relacionado ao exercício ilegal de atividade financeira, agiotagem, crimes contra a ordem econômica e o sistema financeiro, fraude à licitação e corrupção. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados.
Preencha os campos abaixo para informar o R7 sobre os erros encontrados nas nossas reportagens.
Para resolver dúvidas ou tratar de outros assuntos, entre em contato usando o Fale Com o R7