27 de Maio de 2012
Senador Azeredo é o primeiro dos 26 suspeitos a ser julgado no Supremo por envolvimento no caixa dois da campanha para o governo de Minas Gerais em 1998
O julgamento de senador mineiro Eduardo Azeredo (PSDB) no STF (Supremo Tribunal Fedeal) nesta quarta-feira é o primeiro envolvendo os suspeitos de terem participado do mensalão mineiro, como ficou conhecido o esquema de caixa dois que teria sido feito durante a campanha para a reeleição de Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. Azeredo perdeu a eleição para Itamar Franco na época.
É chamado de mensalão mineiro porque tem semelhanças com o esquema nacional, segundo a Polícia Federal, que envolveu parlamentares e ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2005. A suspeita é que o esquema tenha desviado pelo menos R$ 28 milhões por meio dos empréstimos que eram pagos com contratos de publicidade de estatais. Esses contratos eram de fachada e serviam apenas para alimentar o caixa dois da campanha.
Ao todo são 26 suspeitos, incluindo o senador e outros figurões, como o empresário Marcos Valério e o ex-ministro das Relações Institucionais Walfrido dos Mares Guia (PTB). Os outros 23 são dirigentes do Banco Rural, por onde passou o dinheiro. Eles são suspeitos de cometer crimes como gestão fraudulenta, gestão temerária e lavagem de dinheiro.
Já Azeredo - acusado por peculato e lavagem de dinheiro - e Márcos Valério são suspeitos de montar e gerir o suposto caixa dois. Marcos Valério é o mesmo publicitário acusado de comandar o esquema do mensalão nacional e réu na ação do STF que inclui mais 38 envolvidos. (Entenda o mensalão nacional)
O julgamento de Azeredo será no Supremo porque ele, por ser um senador, tem foro privilegiado. Já o processo que envolve Valério e outros investigados corre na Justiça Federal em Minas Gerais. O relator é o ministro Joaquim Barbosa, o mesmo que definiu os rumos do processo do mensalão nacional.
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