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publicado em 12/01/2010 às 17h52: atualizado em: 12/01/2010 às 18h40

Justiça aceita processo contra diretores de construtora

Com a decisão, eles se tornam réus pelo crime de operação de câmbio não autorizada

Do R7

A Justiça Federal de São Paulo recebeu parte da denúncia do Ministério Público contra executivos da construtora Camargo Corrêa, investigados durante a operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. Com o recebimento da denúncia, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Dárcio Brunato e Fernando Dias Gomes passam a ser réus em processo pelo crime de operação de câmbio não autorizada, com o fim de promover evasão de divisas do país. Se condenados, eles podem pegar de dois a seis anos de prisão e ter que pagar multa.

Na denúncia julgada nesta segunda-feira (11) e divulgada hoje pela Justiça, a procuradora da República em São Paulo, Karen Kahn, pedia também que os executivos respondessem pelos crimes de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, mas o juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto de Sanctis, rejeitou esses pedidos porque os réus já respondem por esses crimes em outros processos.

Pelo mesmo motivo, também foram rejeitadas as denúncias contra o suíço Kurt Paul Pickel, apontado pela Polícia Federal como o doleiro que funcionava como pivô do suposto esquema de corrupção.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Camargo Corrêa disse que "a aceitação da denúncia cumpre apenas o rito processual, dando início ao exercício do contraditório, o que significa que a empresa poderá se manifestar e exercer seu direito de defesa".

Deflagrada pela PF em março de 2009, a operação Castelo de Areia investigou supostos crimes financeiros praticados por executivos ligados à construtora Camargo Corrêa. Há suspeitas de que parte do dinheiro que teria sido enviado ilegalmente ao exterior seja originário do superfaturamento de obras públicas.

Em dezembro de 2009, a Procuradoria da República em São Paulo divulgou duas listas, com 14 obras cada, nas quais vê indícios de que a construtora teria subornado políticos para ganhar licitações e se associado com outras empresas para fraudar contratos.

Em outras ocasiões, a Camargo Corrêa criticou a divulgação de informações que deveriam estar sob segredo de Justiça e informou que está “convicta da licitude de sua conduta” e que espera ter acesso a informações divulgadas pela imprensa para que possa fazer sua defesa.

 
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