27 de Maio de 2012
Cacique de 70 anos foi morto com pauladas na cabeça em janeiro de 2003
A Justiça Federal de São Paulo adiou para o próximo dia 3 de maio o júri de três funcionários de uma fazenda em Juti, região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, acusados de matar a pauladas o cacique Marcos Veron, na época com 70 anos, e outros seis indígenas entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003. O motivo do adiamento foi um atestado psiquiátrico declarando que o advogado dos réus, Josephino Ujacow, fique afastado por 20 dias de suas atividades profissionais.
Veron, conhecido líder dos índios Guarani-Kaiowá, foi morto com pauladas na cabeça. O adiamento do júri frustrou a comunidade indígena de Mato Grosso do Sul, que espera há mais de sete anos pelo julgamento do caso.A juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal de São Paulo, que concordou com o adiamento, afirmou que caso algum dos advogados habilitados não compareça à próxima audiência, a defesa será assumida por membros da Defensoria Pública da União.
O julgamento do caso foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo a pedido do Ministério Público Federal, que duvidou da isenção dos jurados locais. O pedido foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
De acordo com o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, “todos os casos apontados mostram que infelizmente a violência contra povos indígenas não é um fato isolado nem uma questão ultrapassada”.
- O que se espera do poder público e do Judiciário é uma ação imparcial para que ocorra a efetiva proteção dos povos indígenas.
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