27 de Maio de 2012
Funcionários receberam proposta de 4,17% de reposição, mas querem 20,16%

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) estabeleceu prazo até quarta-feira para que as negociações com os servidores em greve sejam encerradas. Segundo o desembargador Antonio Carlos Viana Santos, um acordo para pôr fim à paralisação deve ser fechado na semana que vem. Caso contrário, disse, o tribunal vai adotar "medidas" contra os sindicatos e associações que representam os servidores.
- Vou monitorar a greve e aguardar o andamento. Depois de quarta-feira, vou tomar uma série de medidas para que os trabalhos sejam retomados. Não posso adiantar quais são e nem vou falar mais para não atrapalhar as negociações.
Ontem, foi o primeiro dia de paralisações no Judiciário paulista. O sindicato dos servidores do Poder Judiciário do Estado calcula que 40% dos 42 mil servidores tenham aderido ao movimento.Segundo o presidente do sindicato que representa a categoria, José Wagner de Souza, os servidores rejeitaram uma proposta de reposição salarial de 4,17% para o início de junho.
Eles pedem reposição de 20,16% e melhores condições de trabalho. De acordo com o presidente do sindicato, uma nova reunião foi marcada para o dia 5 de maio.
A paralisação teve início na quarta-feira e não tem prazo para terminar. Segundo o sindicato, a greve pode provocar a suspensão de audiências e atrasar processos como alvará de soltura e mandado de prisão.
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