8 de Fevereiro de 2012
Secretário diz que Ari Artuzi (PDT) embolsava até 10% de contratos; defesa nega
Vídeos gravados pelo secretário de governo, com autorização da Justiça, mostram o prefeito recebendo um bolo de dinheiro. O que seria o pagamento de propina por contratos fechados com o município. A defesa do prefeito alega que não há provas do recebimento de propina. O prefeito ficou em silêncio, não quis falar com a imprensa.
Além do prefeito foram presos a primeira-dama Maria Artuzi, o vice-prefeito Carlinhos Cantor, o procurador-geral Alziro Moreno, o assessor do prefeito Paulo Ferreira do Nascimento, nove vereadores, funcionários da administração de Dourados e empresários.
Dos 29 mandados apenas um não havia sido cumprido, mas hoje o empreiteiro Carlos Felipe se apresentou na sede da PF em Campo Grande, onde vai permanecer preso. Ele afirma que não tem conhecimentos sobre os detalhes da investigação e por isso não vai se pronunciar.
Nesta manhã, a Justiça de Dourados concedeu a liberdade para 14 dos 29 presos temporariamente por suposto envolvimento no esquema de fraudes e licitações descoberto na Operação Uragano da PF.
Entre eles, estavam cinco vereadores, além de empresários e funcionários do governo municipal suspeitos de participar do esquema.
Desvio
Em entrevista concedida hoje à imprensa, o ex-secretário de governo da Prefeitura de Dourados, Eleandro Passaia, disse que o prefeito Ari Artuzi não recebia menos do que R$ 500 mil por mês de propina com empresas que prestavam serviços para a prefeitura.
Segundo ele, o prefeito direcionava a licitação e depois cobrava o mínimo 10% do valor do contrato da empresa que ganhava.
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