11 de Fevereiro de 2012
Juiz entendeu que todos os materiais relativos à investigação já foram apreendidos
A 6ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho mandou soltar, na tarde desta quarta-feira (8), o quarto suspeito de participação numa suposta fraude envolvendo o setor de marketing do Banrisul. Segundo o Ministério Público, foram desviados R$ 10 milhões do banco, que pertence ao governo estadual do Rio Grande do Sul.
O juíz fundamentou a decisão nos mesmos motivos que levaram ao relaxamento da prisão dos outros três suspeitos: os materiais relativos à investigação já foram apreendidos.
Davi Antunes de Oliveira, preso na última sexta-feira (3) pela Polícia Federal, é apontado como o operador do esquema, realizado no Departamento de Marketing do banco através de contratos superfaturados com empresas de publicidade.
Dos quatro suspeitos, Davi era o único que continuava detido. O advogado dele, José Cássio Rodrigues, alegou que não há motivos para o cliente continuar preso, já que não perturba a instrução criminal e é réu primário.
A expectativa é de que ainda hoje, a Polícia Federal e o Ministério Público definam as datas dos interrogatórios dos suspeitos. Os órgãos seguem analisando documentos e suspostas provas do desvio de recursos.
O superintendente de Marketing do banco Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade DCS Armando D'Elia Neto e o representante da SLM Gilson Stork, também foram beneficiados com pedidos de liberdade provisória. Todos negam participação no esquema.
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